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Centros de documentação e memória no Brasil: a participação das universidades: um olhar sobre o centro de documentação e apoio à pesquisa da Unesp de Assis

Processo: 10/08576-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Ciência da Informação - Arquivologia
Pesquisador responsável:Célia Reis Camargo
Beneficiário:Lígia Miglioranza Mercado
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Documentação   Memória cultural   Patrimônio histórico

Resumo

A necessidade de informação especializada contribuiu para o surgimento dos centros de documentação, unidades institucionais cujo objetivo fundamental é gerar informações e reunir fontes para a pesquisa. No início da década de 1970 surgem no Brasil os primeiros centros de documentação universitários voltados à pesquisa histórica, como resposta à necessidade de prover as novas demandas da pesquisa histórica. Em muitos casos vieram também para suprir a deficiência das instituições documentais públicas - especialmente as municipais - e a dificuldade de acesso à documentação por elas abrigadas. Nesse sentido, esses centros apresentam uma particularidade: além de lugares de informação se constituíram, também, como lugares de memória. O objetivo deste trabalho é compreender o modo como ocorreu o processo de implantação desses centros e verificar, no acompanhamento da trajetória do Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa - CEDAP da Universidade Estadual Paulista - UNESP, se esse percurso institucional, suas linhas de acervo e produção de referências correspondem a esse movimento mais amplo das universidades brasileiras, ainda que apresente peculiaridades. Criado em 1973, no Campus de Assis, a partir da iniciativa de alguns professores do Departamento de História, caracteriza-se pela preservação da memória regional. Situa-se em uma região do Estado de ocupação recente e distante dos grandes centros de ciência e tecnologia, geralmente situados nas capitais ou em torno delas. A trajetória do CEDAP indica que acompanhou esse processo, resultante de práticas institucionais que os próprios pesquisadores elaboraram para o desenvolvimento da pesquisa social, ou seja, uma política paralela aos órgãos de proteção ao patrimônio histórico, praticada na esfera das universidades, que servisse como base e apoio ao fortalecimento científico do campo das humanidades. Para a realização deste trabalho utilizo fontes como atas de reunião do CEDAP, do Departamento de História e de outras instâncias da faculdade, correspondência institucional, documentos internos de trabalho, publicações referentes ao centro e, para complementar as informações não encontradas nas fontes escritas, recorro a fontes orais. (AU)