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EFEITOS DA REDUÇÃO DA EXPRESSÃO DO GENE Pkd1 SOBRE MEDIADORES CELULARES E TRANSPORTADORES NA LESÃO RENAL INDUZIDA POR ISQUEMIA/REPERFUSÃO

Processo: 07/06732-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2007
Vigência (Término): 30 de novembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luiz Fernando Onuchic
Beneficiário:Fernando Melhado Tovo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nefrologia   Gene PKD1   Isquemia   Reperfusão

Resumo

A doença renal policística autossômica dominante (DRPAD) consiste numa das moléstias hereditárias humanas mais comuns, com uma prevalência de 1:500 a 1:1000 em populações de etnia ou descendência européia. A doença é causada por mutações nos genes PKD1 (Polycystic Kidney Disease 1) ou PKD2. Mutações em PKD1, entretanto, respondem por cerca de 85% dos casos da enfermidade. Várias observações apóiam um modelo de dois eventos para a formação dos cistos na DRPAD. Nesse processo, a mutação de linhagem germinativa constitui-se no primeiro golpe, enquanto uma mutação somática no alelo previamente normal determina o segundo evento. Mais recentemente, contudo, foi descrita a associação entre outros fenótipos renais e haploinsuficiência de Pkd1, o gene ortólogo a PKD1 em camundongos. A lesão por isquemia-reperfusão (IR) constitui-se numa causa freqüente de insuficiência renal aguda, associando-se a elevadas morbidade e mortalidade. Estudos iniciais em ratos revelaram uma elevação da expressão de policistina-2 frente a este insulto e sugerem que este aumento possa se relacionar ao processo de reparo ou diferenciação celular renal e/ou a uma função de auto-defesa celular. A relação entre policistina-1 (produto de PKD1) e isquemia/reperfusão, no entanto, é fundamentalmente desconhecida. Dado seu envolvimento na modulação de proliferação celular, diferenciação celular e apoptose, uma menor atividade biológica de policistina-1 poderia favorecer um maior grau de lesão. De fato, resultados preliminares de nosso grupo sugerem fortemente que camundongos Pkd1+/- sejam mais suscetíveis a IR, uma vez que apresentam uma maior disfunção tubular e maior elevação da creatinina sérica que animais selvagens pós-insulto isquêmico. Neste projeto procuraremos analisar alguns mecanismos moleculares envolvidos nesse processo, utilizando camundongos heterozigotos para um alelo nulo Pkd1, um modelo não-cístico de haploinsuficiência deste gene. Para tanto, procuraremos caracterizar os perfis de expressão de caspase-3, um marcador para apoptose, p21, do trocador Na-H NHE3 e do canal de água aquaporina-2, em camundongos Pkd1+/- e Pkd1+/+, pré e 24 e 48 h pós-indução do insulto IR. Estes resultados deverão permitir a análise de alguns sistemas fundamentais frente à isquemia/reperfusão na vigência de deficiência de policistina-1, bem como a sugestão de mecanismos fundamentais relacionados a tais alterações.