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O ronco da abelha: resistencia popular e conflito na consolidacao do estado nacional (1851-1852).

Processo: 04/06234-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2005
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:István Jancsó
Beneficiário:Maria Luiza Ferreira de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:03/00422-0 - A fundação do estado e da nação brasileiros (c.1780 - c.1850), AP.TEM
Assunto(s):Nordeste

Resumo

Este projeto propõe uma investigação sobre o conjunto de revoltas ocorridas em diversas províncias em dezembro de 1851 e nos primeiros meses de 1852, que têm sido denominadas de Ronco da Abelha.-O contexto é o da afirmação do Estado nacional e o da 'pacificação' levada a cabo pelo gabinete Saquarema. Se o acordo reinava entre as elites, não se pode dizer o mesmo dos setores populares. Resistiram à implementação de duas leis que instituíam o Censo Geral do Império e o Registro civil obrigatório, leis de afirmação do Estado, leis que visavam à modernização e o incremento do aparelhamento burocrático. Leis que traduziam a vontade do Estado de um maior controle seja para a política fiscal ou o recrutamento. Uma revolta, motim ou rebelião traduz quase sempre o ápice de uma situação de tensão vivenciada por uma comunidade. Estudar esses movimentos pode esclarecer estratégias de ação coletivas, dar a conhecer valores pelos quais dispunha-se a lutar. Os revoltosos, homens, mulheres e crianças, pegaram em armas, pois acreditavam que sua liberdade estava ameaçada. Buscaremos documentos produzidos pelos agentes locais (sobretudo correspondência e processos criminais) tentando entender as diversas conjunturas sócio-econômicas que enquadravam os eventos. Dessa forma, pretende-se entender as armas utilizadas na vivência da instabilidade e os modos de vida daquela população. (AU)