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Alterações epigenéticas associadas à transformação maligna de melanócitos desencadeada por estresse sustentado

Processo: 08/50366-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2008
Vigência (Término): 31 de agosto de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Miriam Galvonas Jasiulionis
Beneficiário:Fernanda Molognoni
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/56564-1 - Receptores estrogênicos: expressão, regulação, sinalização e função no sistema reprodutor masculino, mama e cérebro, AP.TEM
Assunto(s):Epigênese genética   Expressão gênica   Melanoma

Resumo

Embora o câncer ainda seja considerado uma doença genética e estudos sobre sua etiologia enfatizem as mutações como mecanismo central da carcinogênese (Fearon Vogeistein, 1990, Rowley, 1990), um número crescente de trabalhos tem focalizado a participação de eventos hipergenéticos tanto na iniciação quanto na progressão tumoral (Baylin Ohm, 2006, Feinberg et al., 2006, Jones e Baylin, 2007). A metilação de DNA é um importante mecanismo hipergenético que consiste na adição de um radical metila no carbono 5 da citosina do dinucleotídeo CpG em mamíferos (Jagodzinski Turek-Plewa, 2005). A adição do radical metila (CH3) é catalisada por enzimas chamadas DNA metiítransferases e resulta na formação da 5-metilcitosina (m5C). De uma maneira geral existem dois tipos de DNA metiltransferases, a DNA metiltransferase de manutenção (DNMT1) e as de novo DNMTs, (DNMT3a e DNMT3b). Embora trabalhos recentes demonstrem a importância da DNMT3b na hipermetilação de ilhas de CpG em tumores humanos e na manutenção da metilação em elementos repetitivos, pouco se sabe sobre seu papel na transformação maligna. Estabelecemos em nosso laboratório um modelo para o estudo da carcinogênese do melanoma, no qual linhagens celulares correspondendo a diferentes estágios da progressão tumoral foram obtidas como resultado de sucessivos ciclos de impedimento de adesão ao substrato de uma linhagem de melanócitos não tumorigênicos, melan-a. Além disso, constatamos mudanças no nível global de metilação do DNA e na expressão da dnmt3b ao longo do processo de transformação maligna da linhagem melan-a e também identificamos hipometilação de seqüências de DNA repetitivo nas linhagens de melanoma mais agressivas. Dessa forma, esse projeto visa estudar o papel da dnmt3b na transformação maligna induzida por alterações na adesão celular, uma vez que mudanças significativas em sua expressão e nos níveis global de metilação do DNA já foram observadas no modelo de estudo acima mencionado. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MOLOGNONI, FERNANDA; CRUZ, ADRIANA T.; MELISO, FABIANA M.; MORAIS, ALICE S.; SOUZA, CAMILA F.; XANDER, PATRICIA; BISCHOF, JARED M.; COSTA, FABRICIO F.; SOARES, MARCELO B.; LIANG, GANGNING; JONES, PETER A.; JASIULIONIS, MIRIAM G. Epigenetic reprogramming as a key contributor to melanocyte malignant transformation. Epigenetics, v. 6, n. 4, p. 451-465, APR 2011. Citações Web of Science: 22.

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