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Avaliação dos níveis de oxisteróis e estudo da citotoxicidade de aldeídos de colesterol em células modelo para esclerose lateral amiotrófica

Processo: 10/12695-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2010
Vigência (Término): 30 de abril de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Convênio/Acordo: NSF - Universidades Americanas (Química)
Pesquisador responsável:Sayuri Miyamoto
Beneficiário:Rafaella Mieko Araujo Kazaoka
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças neurodegenerativas   Colesterol

Resumo

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa manifestada principalmente em adultos com idade acima de 50 anos, caracterizada por uma falência progressiva dos neurônios motores da medula espinhal. A etiologia da doença ainda não está totalmente elucidada. Entretanto, postula-se que 90-95 % dos casos sejam de origem esporádica (eELA) e 5-10% de origem familiar (fELA). Dentre os casos familiares, 20-25% dos casos são causados por mutações no gene codificador da enzima cobre/zinco superóxido dismutase (Cu/Zn-SOD, SOD1). A mutação resulta em um ganho de função tóxica, cuja origem bioquímica ainda é desconhecida. Estudos em animais modelo contendo esta mutação tem revelado a presença de agregados intracelulares de SOD1 e um aumento de danos oxidativos, sugerindo o envolvimento de espécies reativas nesta patologia. Os lipídios biológicos constituem um grupo heterogêneo de compostos que têm papel crucial na célula. Dentre eles, colesterol é um importante componente das membranas celulares em eucariotos, desempenhando papéis estruturais e funcionais. Como todo lipídeo insaturado, também é altamente suscetível à oxidação por espécies reativas de oxigênio. A oxidação do colesterol mediada por oxigênio singlete produz um aldeído majoritário: o colesterol carboxialdeído (ChAld). Este aldeído tem sido detectado em placas ateroscleróticas, em LDL, no coração e em cérebros de ratos. Além disso, oxisterois tem sido relacionados com eventos apoptóticos, necróticos e inflamatórios. Não obstante, estudos têm demonstrado uma correlação entre a hipercolesterolemia e doenças neurodegenerativas. Este trabalho tem como objetivo realizar a detecção e a quantificação do colesterol e seus oxisteróis como possíveis marcadores de danos oxidativos na Esclerose Lateral Amiotrófica bem como analisar a citoxicidade do carboxialdeido em neuroblastomas humanos transfectados com SOD1 G93A. (AU)

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