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Exibindo gente: espetáculo e ciência em fotografias das exposições do século XIX e início do XX

Processo: 08/56372-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2008
Vigência (Término): 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fotografia
Pesquisador responsável:Iara Lis Franco Schiavinatto
Beneficiário:Sandra Sofia Machado Koutsoukos
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Fotografia documentária   Antropologia visual   Índios   Negros   História do século XIX

Resumo

A partir de meados do século XIX, incrementou-se a exposição de pessoas, ao vivo, ou em fotografia, como forma de entretenimento, de "estudo científico", de registro antropológico, ou como objeto a ser incluído nos gabinetes de curiosidades e coleções. Sobretudo, após 1851, com a organização das grandes exposições universais, displays de pessoas eram montados e explorados por meses a fio naqueles enormes centros de exibição da modernidade e do progresso. A exposição e o registro do "outro" explorava o suposto "primitivismo" daquelas pessoas, em contraste com a enorme quantidade de avanços tecnológicos, industriais, científicos e artísticos apresentados. Colocados no início da escala evolutiva humana, os índios, os negros, os outros povos colonizados e os "bizarros" (estas últimas, pessoas com peculiaridades de nascença ou doenças) talvez fossem as exibições que mais despertavam a curiosidade do grande público que freqüentava as feiras. Tais exibições, a princípio, vinham cumprir a função de informar e suscitar o respeito por aquele "outro", mas terminavam por incutir mais sentimentos de superioridade no branco de ascendência européia, ajudando a reafirmar teorias racistas então em voga e, assim sendo, "justificando" e "desculpando" o crescente imperialismo. Proponho fazer um estudo sobre o objetivo daquelas exposições em geral, envolvendo algumas teorias racistas que estavam em questão e, sobretudo, analisar a representação em fotografia dos povos exibidos, investigando a possibilidade e as estratégias de auto-representação daqueles sujeitos na construção dos (seus) retratos. Focalizo quatro estudos de caso: os índios da Exposição Antropológica Brasileira de 1882, os negros Dahomeyans da Exposição Universal de Chicago em 1893, os filipinos "comedores de cachorros" da Exposição de St. Louis em 1904 e, também da exposição de St. Louis em 1904, continuando até 1916, o pigmeu africano Ota Benga. (AU)

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La observación del otro 
Olhando para o outro 
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