Busca avançada
Ano de início
Entree

Blendas de poli(ácido lático) e biodegradação em solo

Processo: 07/00753-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2007
Vigência (Término): 30 de junho de 2008
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Físico-química
Pesquisador responsável:Sandra Mara Martins Franchetti
Beneficiário:Vinicius Tadeu Santana
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Biodegradação   Blendas   Ácido poli-L-láctico (PLLA)   Ângulo de contato   Espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier

Resumo

Os polímeros biodegradáveis e suas blendas têm sido objeto de intensiva pesquisa e de muito interesse por parte da comunidade científica, uma vez que o descarte de plásticos sintéticos, não biodegradáveis, no meio ambiente tem aumentado significativamente nos dias de hoje. Dentre estes, o poli(L-ácido lático) (PLLA) é um polímero biodegradável, aplicável na área médica: em produtos de implante e em cápsulas de liberação controlada de drogas. Devido à presença de grupos ésteres na cadeia, ele é hidrolisável no corpo humano. Este poliéster pode ser produzido a partir de recursos renováveis por vários métodos. É um polímero importante por suas propriedades tecnológicas, boa biocompatibilidade, biodegradabilidade e propriedades mecânicas. As propriedades físicas e mecânicas de um polímero podem ser modificadas misturando-o, fisicamente, com outros polímeros (blendas), que no caso de filmes finos, ainda são influenciadas pela morfologia e espessura dos mesmos. O desenvolvimento de blendas suscetíveis ao ataque microbiano é de grande importância para aliviar o meio ambiente da quantidade significativa de resíduos plásticos descartáveis. Blendas de PLLA com polímeros biodegradáveis têm sido utilizadas como materiais médicos, devido sua biodegradabilidade e biocompatibilidade. Entres estes polímeros estão: poli(vinil álcool) (PVA), poli(-caprolactona) (PCL), poli(hidroxibutirato) (PHB), poli(óxido etileno) (PEO), poli(D-ácido lático) (PDLA). Por outro lado, em alguns casos, não se deseja a biodegradabilidade, tais como em produtos eletrônicos e algumas partes de carros, em que se necessitam boas propriedades mecânicas. Na realidade, deseja-se que o PLLA seja estável durante o uso e degradado rapidamente depois de descartado, portanto o controle de sua biodegradabilidade é um assunto muito importante. O poli(cloreto de vinila) (PVC) é um polímero, sintético, amorfo, não biodegradável e tem sido misturado a muitos outros polímeros para melhorar suas propriedades mecânicas e aumentar sua aplicabilidade no comércio e indústria. Apesar de sua instabilidade à luz, seus resíduos são persistentes no meio ambiente. O PCL é um polímero sintético, semi-cristalino, biodegradável e bastante aplicado na área médica: em peças de implante, fios para sutura; na agricultura, em recipientes para plantar mudas de árvores e em embalagens. Forma blendas compatíveis com diversos outros polímeros, incluindo o PVC e o PLLA. Este trabalho pretende investigar a biodegradação de filmes das blendas de PLLA/PVC e PLLA/PCL em coluna de solo, através de medidas de absorção no infravermelho (FTIR), UV-Vis e ângulo de contato.