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Análise da atividade imunogênica e possível aplicação vacinal do antígeno majoritário de Paracoccidioides Brasiliensis (isolado Pb01) proveniente da região centro-oeste do Brasil

Processo: 09/53701-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2010
Vigência (Término): 06 de maio de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Carlos Pelleschi Taborda
Beneficiário:Fernanda Dias da Silva
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Vacinas   Antígenos

Resumo

O fungo dimórfico Paracoccidioides brasiliensis é o agente etiológico da paracoccidioidomicose (PCM), uma micose sistêmica e endêmica em vários países da América Latina que ocorre nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. A infecção inicia-se pela inalação de conídios do fungo que transformam-se ern leveduras nos pulmões. Além dos pulmões, a infecção induz lesões granulomatosas nos linfonodos, podendo disseminar-se para outros órgãos e tecidos. O tratamento da PCM com antifúngicos costuma ser satisfatório, porém, pode durar de meses a anos e muitos pacientes abandonam o tratamento durante este período. O antígeno imunodominante de P. brasiliensis é a glicoproteína gp43. Considerada uma importante ferramenta para o diagnóstico da PCM, a gp43 possui epitopos para células T e B e é reconhecida por quase 100% dos soros de pacientes. O peptídeo P10 é um dos epitopos da gp43 e estudos mostraram que este pode atuar como vacina contra a PCM em camundongos. Os isolados de P. brasiliensis são agrupados em três grupos filogenéticos distintos: S1, PS2 e PS3. Um grupo atípico, denominado Pb01-like, foi identificado recentemente, e seus isolados possuem diferenças genéticas, inclusive para o gene da gp43, que podem refletir na sua resposta ao hospedeiro. Dados obtidos em nosso laboratório com o isolado atípico Pb01 (grupo Pb01-like), proveniente do Centro-Oeste brasileiro, em comparação ao isolado Pb18 (grupo S1), mostraram que o antígeno majoritário desse isolado não é a gp43 e sim uma molécula de aproximadamente 66 kDa. O estudo destes isolados atípicos torna-se de extrema importância, devido às diferenças genéticas existentes entre estes e os isolados dos grupos já bem descritos na literatura, uma vez que o desenvolvimento da doença e a resposta aos tratamentos antifúngicos podem ser distintos entre os mesmos. Neste contexto, o presente projeto utilizará como modelo de estudo o isolado Pb01 e terá como objetivos purificar e avaliar o papel de seu antígeno majoritário no sistema imune de camundongos infectados com Pb01. Além disso, o seu potencial terapêutico e sua possível utilização como vacina no tratamento da infecção em camundongos normais e/ou imunossuprimidos também serão investigados. (AU)