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Estudo químico do extrato etanólico de Phyllanthus amarus L. com potencial atividade contra o Schistosoma mansoni linhagem BH

Processo: 10/01622-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2010
Vigência (Término): 31 de maio de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia
Pesquisador responsável:Vera Lúcia Garcia
Beneficiário:Cibele Rodrigues da Silva
Instituição-sede: Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Paulínia , SP, Brasil
Assunto(s):Schistosoma mansoni   Produtos naturais   Plantas medicinais   Phyllanthus

Resumo

A esquistossomose mansônica é uma doença crônica e debilitante. Estima-se que no Brasil existem de 8 a 10 milhões de pessoas infectadas. O tratamento é baseado na quimioterapia com o praziquantel. Infelizmente, o uso extensivo e inapropriado desse fármaco, pelo mundo, culminou com o aparecimento de resistência, gerando uma grande preocupação no controle da doença, havendo a necessidade de desenvolver novas alternativas medicamentosas, e para isso as plantas medicinais vêm sendo aplicadas e testadas no tratamento de diversas parasitoses. Estudos realizados recentemente por nosso grupo de pesquisa com a planta Phyllanthus amarus L. (quebra-pedra), utilizando os extratos hexânico e etanólico contra o Schistosoma mansoni linhagem BH, mostraram atividades promissoras dessa planta contra essa helmintíase. P. amarus L. foi selecionado para o trabalho devido à existência de estudos comprovando suas atividades antiinflamatórias e hepatoprotetoras, atividades consideradas importantes para essa helmintíase, uma vez que a principal causa de morbidade da doença é a reação inflamatória que ocorre ao redor dos ovos (granulomas) do S. mansoni principalmente no fígado. Os resultados satisfatórios obtidos nestes estudos nos motivou a submeter à FAPESP o projeto "Estudo da atividade dos compostos isolados do extrato etanólico de Phyllanthus amarus L. contra o Schistosoma mansoni linhagem BH" (Processo n° 2009/16858-9, em fase final de avaliação), para realizar um estudo multidisciplinar detalhado do extrato etanólico (mais ativo), com o intuito de identificar os compostos ativos responsáveis pela ativa contra o S. mansoni. Nesse estudo serão realizados testes "in vitro" e "in vivo", analisados alguns parâmetros tais como: número de vermes, oviposição, oograma, microscopia de varredura e histologia do fígado, bem como estudos de toxicidade aguda das frações e compostos ativos isolados do extrato etanólico. Para o desenvolvimento da parte química deste projeto estamos encaminhando à FAPESP este pedido de bolsa de iniciação científica. (AU)