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Interação entre as proteínas SEPT3 e PM-Scl75/RRP45 humanas: análise da conexão entre filamentos de septinas e o complexo exossomo

Processo: 08/09442-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2009
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Nilson Ivo Tonin Zanchin
Beneficiário:Kellen Manoela Siqueira
Instituição-sede: Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:98/14138-2 - Center for Structural Molecular Biotechnology, AP.CEPID
Assunto(s):Septinas

Resumo

O nosso grupo de pesquisa, como parte do Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural (CBME) do programa de Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP, integra um esforço conjunto para estudar a septinas humanas dos pontos de vista estrutural e funcional. A análise funcional inicial está baseada na identificação dos parceiros celulares da septinas, a qual está sendo feita através de rastreamentos com o sistema duplo-híbrido de levedura. Através destes ensaios identificamos a interação da septina 3 (SEPT3) com as septinas SEPT6 e SEPT11, além de outras proteínas que ainda não haviam sido descritas na literatura. Dentre estas se encontra a subunidade hRrp45 do exossomo, que corresponde também ao autoantígeno PM-Scl75 que pode ser detectado em soro de pacientes portadores de miosite, escleroderma e da síndrome de superposição polimiosite/esclerodermia. O exossomo é um complexo de exoribonucleases presente no citoplasma e no núcleo, que participa de uma gama de eventos na maturação de pré-rRNA, snoRNAs e na degradação de mRNAs e de regiões espaçadores de pré-rRNAs. A interação de SEPT3 com uma subunidade do exossomo é muito intrigante, indicando uma possível interação entre o complexo exossomo e os filamentos e redes de septina. Um estudo em Schizosaccharomyces pombe corrobora a hipótese de que o exossomo pode ser importante para a divisão celular. Neste organismo foi demonstrado a atividade de um dos componentes do exossomo, a proteína Dis3 (homóloga de hRrp44), é necessária para a formação correta de cinetocoro e para o estabelecimento de interações entre o cinetocoro e os microtúbulos. No entanto, ainda há poucas informações na literatura sobre o possível impacto do exossomo na divisão celular e nada sobre a existência de interações físicas e fisiológicas entre o exossomo e as septinas. Desta forma, através da análise da interação entre SEPT3 e hRrp45PM/Scl-75 que pretendemos desenvolver neste projeto esperamos conseguir obter novas informações sobre a regulação e atividade do exossomo e das septinas. Com esses dados talvez seja possível desvendar novos mecanismos celulares envolvidos na divisão celular.