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Novo alvo de drogas contra malária: predição e confirmação de sua localização sub-celular por meio de técnicas de genética reversa

Processo: 04/10930-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2005
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2005
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Hernando Antonio del Portillo Obando
Beneficiário:Andrea Mayumi Chin Sendoda
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:01/09401-0 - Aproximação genômica e pós-genômica ao estudo das malárias humanas de Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum na Amazônia brasileira, AP.TEM
Assunto(s):Plasmodium falciparum   Transfecção   Toxoplasma gondii   Apicoplasto   Quimioterápicos

Resumo

A malária continua sendo a doença parasitária mais devastadora do mundo, com cerca de 300 milhões de casos e 2 milhões de óbitos anuais. Q maior problema do seu controle é a resistência do Plasmodium a diferentes quimioterápicos, como a cloroquina. Assim, a descoberta de novos alvos moleculares específicos do parasita para se desenvolver novas drogas é altamente desejável. Há pouco tempo, foi descrita uma nova organela chamada apicoplasto presente em alguns membros do filo Apicomplexa, incluindo P. falciparum. Acredita-se que ela seja essencial para o parasita, sendo as vias metabólicas que nela ocorrem durante o ciclo eritrocítico, potenciais novos alvos de drogas. Ao longo da evolução, a grande maioria dos genes da organela foi transferida para o núcleo. Estes genes codificam proteínas contendo um sinal bipartido que facilita a entrada da proteína para dentro da organela. Baseado nisto e através de uma abordagem in silico, foram preditos 466 genes nucleares, cujas proteínas são apicoplasto-alvo. Um outro tipo de abordagem reduziu para 124 esta lista de putativos genes nucleares através dos dados do transcriptoma do ciclo intraeritrocítico de P. falciparum. Com base nisso, pretendemos demonstrar se algumas dessas putativas proteínas preditos nestes trabalhos, realmente se localizam nesta organela em Toxoplasma gondii e P. falciparum, uma vez que é indispensável a demonstração de sua localização para que esses putativos alvos sejam usados para o desenvolvimento de novas drogas. (AU)