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Portugal e o ultramar: emigração, colônias e desenvolvimento econômico em tempos de imperialismo (1870-1930)

Processo: 08/57266-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2009
Vigência (Término): 19 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:José Jobson de Andrade Arruda
Beneficiário:Paulo Cesar Goncalves
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):África   Desenvolvimento econômico   Emigração

Resumo

O século XIX foi uma gigantesca máquina de desenraizar pessoas dos campos na Europa, em intenso "movimento" - não apenas de pessoas, mas também de mercadorias, idéias e capitais: fenômeno apoiado na revolução dos transportes e das comunicações, que encurtaram distâncias ao diminuírem os tempos dos percursos. Nesse período, as grandes potências européias entraram em acirrada disputa pela partilha da África. Portugal, detentor histórico de alguns enclaves fornecedores de escravos nas costas ocidental e oriental do continente, em meio a essas disputas, tentou colocar em prática seu "mapa cor-de-rosa", reivindicando as terras entre Angola e Moçambique. Esta pesquisa visa investigar em que medida a constituição do Terceiro Império português, no quadro do grande êxodo que caracterizou a Europa mediterrânea a partir das últimas décadas do século XIX, pôs em pauta a questão da emigração. Considerando o deslocamento de contingentes populacionais para África e a importância do Brasil como destino e principal fonte das remessas dos emigrados, discute-se o significado dessas duas vertentes nos debates da época e sua relação com as estratégias de desenvolvimento econômico do país. Para tanto, dois eixos de análise são propostos: 1. O exame de documentos e escritos contemporâneos sobre a emigração no que tange aos números, às remessas, ao desenvolvimento econômico do país e às políticas de colonização para a África, com atenção especial ao debate entre as correntes que defendiam destinos distintos para os emigrantes: Brasil ou colônias africanas; 2. Estudo comparado com a emigração italiana, considerando seus efeitos, projetos para torná-la fator de desenvolvimento econômico nacional, sua relação com as conquistas territoriais em África, ressaltando, assim, as especificidades portuguesas. (AU)

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