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A areté e o fair play na organização do movimento olímpico contemporâneo

Processo: 02/13056-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2003
Vigência (Término): 31 de março de 2004
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Social
Pesquisador responsável:Katia Rubio
Beneficiário:Adriano Leal de Carvalho
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Psicologia do esporte   Jogos olímpicos

Resumo

O esporte é uma prática cultural presente na história da humanidade desde a Grécia homérica. Atualmente, associado ao lazer e ao uso do tempo livre é reconhecido como profissão, além de figurar como uma das poucas formas de rápida ascensão social. Na Antiguidade os Jogos Olímpicos, eram uma excepcional ocasião de aproximação entre os diversos Estados gregos, constituíam a alma das relações interhelênicas, uma vez que equivaliam a verdadeiras assembléias gerais do povo grego, e serviam de expressão a areté, que representava hombridade, valor que era aprendido pela prática da vida de pessoas valorosas. A areté era aprendida na paidéia princípio pedagógico grego que compreendia a prática do esporte, as artes e as letras, e tinha os Jogos Olímpicos como sua principal forma de expressão. O Movimento Olímpico moderno buscou, por meio do fair play reviver a areté grega. O fair play, sofreu profundas alterações em seu ideário ao longo do século XX e sua transformação tem desencadeado uma nova ordem esportiva onde interesses comerciais têm a primazia na condução do destino de atletas e modalidades esportivas. Considerando a complexidade do tema e a importância que o esporte vem conquistando, este projeto busca recuperar a discussão sobre a origem e o desenvolvimento do conceito de fair play para o Movimento Olímpico atual, sua relação com a areté grega e sua influência sobre os valores morais que permeiam o esporte na atualidade. (AU)