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Caracterizacao de toxina isolada de micrurus lemniscathus com atividade em receptores muscarinicos no sistema nervoso central de ratos.

Processo: 09/50911-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 31 de julho de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Fernando Maurício Francis Abdalla
Beneficiário:Daniel Coelho da Silva
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Receptores muscarínicos   Peptídeos e proteínas de sinalização intracelular   Ratos   Micrurus lemniscatus   Fosfatos de inositol   Hipocampo

Resumo

Estudos da literatura têm mostrado o envolvimento de toxinas animais sobre a neurotransmissão colinérgica (pré- e pós-sináptica). Poucas são as informações no que diz respeito às toxinas provenientes do veneno da serpente Micrurus lemniscatus sobre a neurotransmissão colinérgica, particularmente os receptores muscarínicos. Nesse sentido, estudo prévio de nosso laboratório mostrou que o pico 6 (Mix-6) isolado do veneno da Micrurus lemniscatus deslocou a curva da ligação do [3H]QNB, sugerindo uma interação deste componente do veneno com os receptores muscarínicos presente na membrana de hipocampo de ratos. Levando em consideração que o hipocampo expressa uma maior população de receptores do subtipo M1, e que este subtipo está relacionado, preferencialmente, com a formação de IP3, ensaios de sinalização intracelular enfocando a formação de fosfato de inositol serão realizados com o pico Mlx-6. Além disso, outros diferentes picos obtidos do veneno da Micrurus lemniscatus também serão analisados para um melhor esclarecimento das ações destes componentes do veneno sobre a neurotransmissão colinérgica. A importância de estudos que envolvam estas neurotoxinas tem dois aspectos principais. Um relacionado à participação de cada uma delas no quadro fisiopatológico do envenenamento e outro na possível utilização dessas toxinas para o estudo de processos neurobiológicos, como na caracterização farmacológica de receptores colinérgicos muscarínicos. (AU)