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Suscetibilidade à toxina Cry1Ac e estrutura genética em populações de Alabama argillacea (Hüeb.) (Lepidoptera: Noctuidae) no Brasil: subsídios para a análise de risco ambiental de algodão geneticamente modificado

Processo: 06/03373-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2007
Vigência (Término): 30 de setembro de 2007
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Celso Omoto
Beneficiário:Samuel Martinelli
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Fluxo gênico   Entomologia agrícola   Pragas de plantas   Algodão

Resumo

As plantas geneticamente modificadas (GM) resistentes a insetos compõem a mais nova tecnologia de controle de pragas. No Brasil, a CTNBio aprovou recentemente a liberação comercial de uma variedade de algodão GM que expressa a proteína inseticida Cry1Ac de Bacillus thuringiensis Berliner. As pragas-alvos da proteína Cry1Ac na cultura do algodão no Brasil são: o curuquerê-do-algodoeiro (Alabama argillacea), a lagarta da maçã-do-algodoeiro (Heliothis virescens) e a lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella). A evolução da resistência às toxinas de B. thuringiensis representa um dos principais fatores envolvidos na análise de risco ambiental de liberações comerciais de algodão GM. Devido ao hábito alimentar monófago e ao hábito migratório, há elevado risco para evolução da resistência à toxina Cry1Ac em A. argillacea. Sendo assim, o objetivo geral desse projeto será prover subsídios para análise de risco ambiental de algodão geneticamente modificado relacionado à evolução e manejo da resistência de A. argillacea à toxina Cry1Ac. Para tanto, serão realizados estudos para avaliar a suscetibilidade a Cry1Ac e a estrutura genética em populações de A. argillacea coletadas nas principais regiões produtoras de algodão no Brasil. Serão realizados estudos de linha-básica de suscetibilidade, estabelecimento de concentrações diagnósticas e monitoramento da suscetibilidade de populações de A. argillacea a Cry1Ac. A caracterização toxicológica será realizada por meio de bioensaios de imersão de discos de folha de algodão em diferentes concentrações de Cry1Ac que serão oferecidas para larvas neonatas de A. argillacea. Para a avaliação da estrutura genética e do fluxo gênico entre populações de A. argillacea serão utilizados marcadores microssatélites (SSR) específicos, obtidos por meio da construção de bibliotecas genômicas, do isolamento de motivos SSR, do desenho de iniciadores para a amplificação e da caracterização de pelo menos 10 locos. A partir do uso dos iniciadores SSR com as populações da praga serão calculadas as freqüências alélicas e genotípicas e submetidas ao teste de aderência às proporções de Hardy-Weinberg com o programa TFPGA. Ainda serão calculadas a heterozigosidade observada (Ho) e esperada (He) e as estatísticas F de Wright. O uso de marcadores microssatélites e as análises propostas serão úteis para identificar as subdivisões existentes entre as diferentes áreas nas regiões de coleta, bem como entre estas regiões. Estas informações serão úteis para se caracterizar a contribuição das diferentes escalas espaciais de organização das populações da praga na formação de novas infestações de A. argillacea. Além disso, o uso de marcadores microssatélites possibilitará se avaliar o grau de parentesco entre as populações do curuquerê-do-algodoeiro e assim se identificar a origem destes indivíduos. Portanto, as informações obtidas com a execução desse projeto serão fundamentais para aprimorar o manejo regional de A. argillacea, principalmente com relação às recomendações do tamanho e disposição espacial das áreas de refúgio para o manejo da resistência. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PAVINATO, V. A. C.; MARTINELLI, S.; DE LIMA, P. F.; ZUCCHI, M. I.; OMOTO, C. Microsatellite markers for genetic studies of the fall armyworm, Spodoptera frugiperda. Genetics and Molecular Research, v. 12, n. 1, p. 370-380, 2013. Citações Web of Science: 3.

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