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Constituição do professor na perspectiva histórico-cultural: do pensamento as ações

Processo: 03/04291-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2003
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2004
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Tópicos Específicos de Educação
Pesquisador responsável:Ana Maria Falcão de Aragão
Beneficiário:Angelica Sacconi Leme
Instituição-sede: Faculdade de Educação (FE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Psicologia educacional   Formação de professores

Resumo

A discussão a respeito do pensamento do professor tem sido realizada, na maioria das vezes, a partir do olhar da Educação, ficando a Psicologia sem apresentar suas contribuições. Neste sentido, a compreensão da constituição da docência a partir da perspectiva histórico-cultural é fundamental para que se busque não apenas auxiliar na promoção do desenvolvimento profissional docente, mas, principalmente, apontar quais são as contribuições desta abordagem psicológica. O tratamento do conceito de pensamento difere conforme a filosofia na qual está inserido. Se por um lado pode-se entender o pensamento como uma atividade consciente, tem-se também que tal atividade não seria associável a seus objetos e sua função seria organizar e expressar os dados apreendidos. O conhecimento é produto de um trabalho que ocorre na interação social, sendo o processo ensino-aprendizagem uma atividade de investigação e (re)elaboração com a colaboração, indicação, e orientação de outro(s) sujeito(s). Esta concepção advém da perspectiva histórico-cultural que preconiza que o conhecimento emerge na/da atividade do trabalho social, estando a produção das idéias, do pensamento, das representações e da consciência intimamente mesclada à atividade material. Os processos psicológicos superiores sofrem mudanças qualitativas durante seu desenvolvimento. Essas mudanças dependem da interação com o meio e da inter-relação entre as funções superiores. Isso significa, por um lado, que não é possível chegar a uma forma estrutural cognitiva acabada da mente; e por outro lado, que as funções superiores não podem ser invariavelmente determinadas, uma vez que a cultura na qual se insere o indivíduo é fundamental para que elas se constituam. Partindo deste cenário teórico, este "estudo objetiva identificar, descrever e analisar as bases dos processos psicológicos superiores e suas relações com o pensamento docente, bem como as relações entre pensamento e ações do professor a partir da teoria histórico-cultural. Mais especificamente, buscar-se-á compreender: o pensamento enquanto atividade psicológica superior; o conceito de atividade na teoria histórico-cultural; bem como o que a teoria produziu sobre formação de professores. Este estudo será realizado a partir da produção científica e os dados coletados serão submetidos à Análise de Conteúdo, o que poderá contribuir para o delineamento da concepção de crenças docentes baseadas nas contribuições da ciência psicológica à formação de professores. (AU)