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Expressão e distribuição de aquaporina-4 e Kir 4.1 em astrócitos no modelo de epilepsia induzido por pilocarpina em ratos

Processo: 10/05858-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2010
Vigência (Término): 30 de setembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Luciana Le Sueur Maluf
Beneficiário:Juliana Vieira Meireles
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Sistema nervoso central   Barreira hematoencefálica   Astrócitos   Epilepsia   Pilocarpina

Resumo

A epilepsia é o distúrbio cerebral crônico grave mais comum na clínica neurológica, caracterizado por estado de hiperatividade dos neurônios e circuitos cerebrais, capaz de produzir descargas elétricas anormais. Dados epidemiológicos mostram que a epilepsia do lobo temporal (ELT) é o tipo mais freqüente em seres humanos, ocorrendo em aproximadamente 40-50% dos pacientes. A ELT é a principal forma de epilepsia relacionada à resistência ao tratamento medicamentoso, ou refratariedade, em adultos. A alta incidência de refratariedade na ELT, bem como seu impacto na vida do indivíduo e na sociedade, tem levado pesquisadores de todo o mundo a estudar sua fisiopatologia, o que torna os modelos experimentais particularmente relevantes. Neste contexto, o modelo de epilepsia induzido por pilocarpina em ratos torna-se bastante apropriado, uma vez que mimetiza os eventos comportamentais, histológicos, bioquímicos, farmacológicos e eletrofisiológicos que ocorrem na ELT. Vários estudos estão sendo realizados com o intuito de conhecer os mecanismos celulares e moleculares envolvidos nas epilepsias. No entanto, pouco se conhece a cerca da relação entre as crises epilépticas e a integridade da barreira hemato-encefálica (BHE). Estudos realizados em nosso laboratório, utilizando o marcador de quebra da BHE para micromoléculas, corante fluoresceína sódica, e para macromoléculas, corante azul de Evans, mostraram que durante a fase aguda do modelo da pilocarpina o aumento da permeabilidade da BHE para micromoléculas ocorre em períodos anteriores à quebra para macromoléculas. A região cerebral preferencialmente afetada é o hipocampo, onde alterações na permeabilidade são observadas desde o início da indução do modelo. De uma e cinco horas após o estabelecimento do estado de mal epiléptico (status epilepticus - SE), outras regiões cerebrais são afetadas e, após cerca de cindo horas de SE, ocorre a quebra da BHE para macromoléculas. Vinte e quatro horas após o SE, enquanto a quebra para macromoléculas parecer ter sido restaurada, a permeabilidade para micromoléculas permanece aumentada. Com base no exposto, o objetivo do presente trabalho será aprofundar o conhecimento dos processos histopatológicos que ocorrem no microambiente circundante à quebra da barreira. Investigaremos, através de métodos imunoistoquímicos e da imunotransferência, a expressão e distribuição dos canais de água aquaporina-4 e canais de potássio retificadores de influxo tipo Kir 4.1, envolvidos no equilíbrio iônico do meio extracelular cerebral após aumento da permeabilidade da BHE. O presente estudo fornecerá subsídios para o melhor entendimento da fisiopatologia das crises epilépticas.