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A Doença de Chagas na Região do Pontal do Paranapanema - SP

Processo: 07/08705-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2008
Vigência (Término): 31 de outubro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia
Pesquisador responsável:Raul Borges Guimarães
Beneficiário:Guttierre Paschoa Catrolio da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Chagas   Pontal do Paranapanema (SP)   Geografia da saúde   Processo saúde-doença   Saúde pública

Resumo

O presente projeto visa investigar a possibilidade de que o fenômeno atual de urbanização dos triatomínios esteja ocorrendo na região paulista do Pontal do Paranapanema. Para isto, será necessário considerar o conteúdo técnico-informacional acumulado ao longo do denominado corredor geo-epidemiológico Minas Gerais/San Juan, bem como suas diferencialidades espaciais. Serão utilizados também dados entomológicos que indicam a presença dos vetores da doença de chagas nas áreas urbanas das principais cidades da região. Em cada caso, será analisada a introdução dos triatomínios no meio urbano, considerando as modificações ambientais que poderão ser incriminadas como responsáveis por esse processo. O escopo teórico do trabalho baseia-se na análise da ocorrência de enfermidades relacionadas com os desequilíbrios ambientais provocados pela ocupação humana no território e a conseqüente adaptação de vetores, seus focos e suas formas de operação nas novas modalidades de complexos patogênicos, ou seja, aqueles que se desenvolveram segundo padrões regidos pelo meio técnico-científico e pelos fluxos informacionais. Os chamados complexos tecno-patogênicos informacionais se organizam segundo sistemas de fatores determinantes, fortemente influenciados pelos traços tecnológicos da sociedade atual e se correlacionam ao sistema de atenção da saúde. O sistema informacional, presente tanto na sociedade como no ambiente natural, atua por interação, mas também, "penetra" nas outras estruturas, dominando os processos através da acumulação de dado, na ação programada e formas de regulação constante. O complexo patogênico que resulta desta integração informacional é mais ágil que os que o antecedem no tempo, uma vez que seus principais problemas relacionam-se com a necessidade de manter o equilíbrio homeostático e evitar drásticas alterações. Sabe-se que o homem pré-histórico pouco alterou as paisagens naturais para que ocorresse a domiciliação dos triatomíneos, o que se iniciou a partir da colonização européia, que se intensificou nos últimos cem anos. Portanto, podendo-se dizer que, históricamente, a domiciliação e a dispersão dos triatomíneos estão ligadas à ocupação antrópica, em razão da destruição dos seus habitats naturais. Num processo onde pela falta de abrigo e alimento (vertebrados silvestres), os triatomíneos passaram a invadir a casa do homem, como mecanismo de sobrevivência. A alteração ambiental e a conseqüente domiciliação dos triatomínios impulsionaram a dispersão, a partir dos fluxos migratórios das populações humanas que se estabeleceram em todo o sul do continente. Na área de abrangência do Corredor Geo-epidemiológico Minas Gerais - San Juan como desafios comuns alguns processos foram observados, como: o risco de domiciliação de espécies nativas em substituição ao Trioatoma Infestans; a persistência da infestação em áreas submetidas a continuado controle químico; a crescente importância da prevenção de nível secundário; dentre outros.