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Efeito da separação e privação materna no crescimento e metastatização do melanoma murino B16F10 e na regulação da resposta imunológica: análise da ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal

Processo: 08/06036-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2009
Vigência (Término): 30 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Deborah Suchecki
Beneficiário:Beatriz Helena Pizarro de Lorenzo
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Privação materna   Estresse em animal   Neuroimunomodulação

Resumo

Dentre os fatores ambientais que podem determinar diferenças individuais na resposta de estresse, o rompimento da interação mãe-filhote é um dos mais potentes. Separações maternas breves (SMB) normalmente resultam em resposta adequada ao estresse e menos comportamentos de medo e ansiedade, além de um mecanismo de feedback negativo mais eficiente. Contrariamente, filhotes submetidos à separação materna longa (SML) geralmente tornam-se hiperresponsivos ao estresse. Outro modelo animal que procura mimetizar as conseqüências da perda de cuidados no início da vida (como a perda de um ou ambos os genitores) é o da privação materna (PM). Neste, os filhotes são separados da mãe durante 24 horas e apresentam aumento nas concentrações de corticosterona (CORT) basal, pós-estresse e induzido por ACTH. Portanto, a presença da mãe serve não somente como fonte de aquecimento, nutrição e limpeza da prole, mas também regula numerosos processos fisiológicos, comportamentais e psicológicos. Em humanos, a negligência de cuidados no início da vida pode levar a conseqüências psicológicas na idade adulta, como maior suscetibilidade ao desenvolvimento de transtornos de ansiedade e depressão. Estudos em modelos animais mostram que ratos e camundongos C57BL/6 adultos, submetidos à SML, apresentam níveis elevados de ansiedade hiperresponsividade do eixo HPA ao estresse agudo. Além disso, a SML diminui a expressão gênica do receptor glicocorticóide, alterando sua densidade e a resposta do eixo HPA ao estresse. Juntos, esses dados sugerem que a SML altera o controle por feedback dos glicocorticóides, o que poderia interferir com o sistema imunológico dos animais. Em humanos, os efeitos de estressores na função imunológica vêm sendo analisados em estudos transversais e longitudinais. Ao nível celular, pacientes estressados e deprimidos apresentam importantes alterações nos componentes do sistema imunológico, incluindo redução de sua eficácia frente a estímulos variados. Estudos têm mostrado que o estresse e a depressão podem facilitar a progressão tumoral. Evidências provenientes de modelos animais e estudos em humanos sugerem que o estresse induz deficiência da resposta imunológica, promovendo o início e progressão de alguns tipos de câncer. Com a ativação do eixo HPA, os mediadores liberados durante o estresse suprimem respostas imunológicas específicas e não-específicas, comprometendo a resposta imunológica efetora contra tumores. Sendo assim, o objetivo do presente estudo é investigar as possíveis implicações da separação e da privação materna e a participação do eixo HPA no desenvolvimento, progressão e metastatização de tumores da linhagem murina B16F10 em camundongos C57BL/6. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DE LORENZO, BEATRIZ H. P.; MARCHIORO, LAIS DE OLIVEIRA; GRECO, CAROLLINA RIBEIRO; SUCHECKI, DEBORAH. Sleep-deprivation reduces NK cell number and function mediated by beta-adrenergic signalling. PSYCHONEUROENDOCRINOLOGY, v. 57, p. 134-143, JUL 2015. Citações Web of Science: 10.

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