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Efeito de tratamentos protetores associados a armazenagem frigorificada na manutenção da qualidade, atividade respiratória e vida útil de mangas Tommy Atkins e Haden

Processo: 00/01325-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2000
Vigência (Término): 30 de novembro de 2002
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Antonio Luís de Oliveira
Beneficiário:Marcela Tosta Trajano Borges
Instituição-sede: Faculdade Dr Francisco Maeda (FAFRAM). Fundação Educacional de Ituverava (FE). Ituverava , SP, Brasil
Assunto(s):Manga   Armazenagem de alimentos   Qualidade dos alimentos

Resumo

A Fruticultura brasileira apesar de representar, somente, 5% da área cultivada no país, assegura ao Brasil um percentual significativo do volume da produção global de frutas (CARRARO & CUNHA, 1994). Apesar da importância deste setor para o país, não existe paralelismo entre aumento de produção e avanço na área de conservação pós-colheita, capazes de minimizar as perdas, manter a qualidade das frutas e aumentar o volume exportado e comercializado no mercado interno. Vale lembrar que a qualidade não se restringe à aparência, com o mercado se tornando cada vez mais exigente e se interessando por produtos com características nutricionais diferenciadas e livres de agrotóxicos, em nome da boa saúde e da alimentação correta. O Brasil perde 40% da sua produção anual de frutas, enquanto que a média mundial é de aproximadamente 3%. Esta perda corresponde à produção anual conjunta de países como a Argentina, Paraguai e Uruguai (IBRAF, 1996). Ainda, segundo este mesmo órgão, o Brasil exportou em 1995, 131.000 toneladas a menos de frutas frescas em relação ao ano anterior de 1994, provavelmente, devido aos seguintes fatores: variedades inadequadas às preferências do mercado externo, barreiras fitossanitárias, deterioração, aquecimento do mercado interno e falta de tecnologia adequada de armazenagem, transporte e comercialização. Em relação aos frutos da mangueira, a FAO (1990) classifica o Brasil como o quinto maior produtor e diante da importância na economia, esta cultura vem alcançando nos últimos anos uma boa alternativa frutícola para o Brasil. Atualmente, é a quinta colocada no 'rancking' de frutas dos trópicos comercializada no mercado internacional, depois da banana, do abacaxi e do abacate, dadas a suas características exóticas, qualidade organolépticas, além da sua composição em nutrientes essenciais (FRUPEX, 1994; LOEILLET, 1994, IBRAF, 1996). Em 1995, a produção brasileira de mangas foi de 820.763 toneladas (AGRIANUAL-99, 1999) e a quantidade exportada de 12.828 toneladas (menos de 2% deste total), apesar de ocupar o terceiro lugar entre os produtos frescos exportado (IBRAF, 1996). Entretanto, o potencial brasileiro pode ser melhor explorado, principalmente, porque a produção nacional não coincidi com a de seu, principal concorrente, a índia, e também pela grande demanda européia por frutos tropicais (AGRIANUAL-99, 1999). Apesar desta importância, as perdas pós-colheita de mangas não têm recebido a devida atenção que a magnitude do problema justifica, sendo que, 24% do volume total de mangas são perdidos só em São Paulo. As principais causas destas perdas são o não acondicionamento das frutas em embalagens adequadas que possa permitir que as mesmas cheguem às mãos dos consumidores com a mesma qualidade que é retirada da planta, o curto espaço de tempo para a colheita de quase toda a safra, à comercialização e à taxa de deterioração devido à incidência de doenças fungicas e/ou bacterianas. Dentre ás doenças, a mais comum é a antracnose causada pelo fungo Colletotrichum gloesporioides Penz, que é encontrada em todas as áreas produtoras de mangas do mundo e cujo desenvolvimento varia com os níveis de umidade do ambiente. A fim de evitar a proliferação do fungo durante as fases de transporte, comercialização ou frigorificação, pode-se apenas fazer o tratamento térmico com ou sem adição de fungicidas como benomyl, thiabendezole. Este tratamento não é viável se os frutos forem destinados à exportação por via aérea ou forem rapidamente comercializado no mercado interno, devido a existência de resíduo. A irradiação, que hoje é principalmente dirigida à irradicação da infestação de mosca das frutas, aparece como uma alternativa para o controle de podridões, pois não apresenta os problemas acima descritos, e ainda, pode melhorar o tempo de conservação das mangas (PANTASTICO et al, 1984). Como o sucesso do armazenamento de mangas e aumento de sua vida útil, com manutenção da qualidade, está baseado na redução de sua taxa de respiratória ou retardo do amadurecimento e prevenção de desordens como a perda de água e deterioração natural, o que se pode conseguir alterando-se o ambiente logo após a colheita, pelo abaixamento de temperatura, uso de tratamentos protetores e de desinfeção, e embalagens. Logo, toma-se de fundamental importância investigar e selecionar os tipos de tratamentos protetores e embalagens mais apropriadas para o mercado que se queira atingir, com a finalidade dos mesmos serem capazes de minimizar as perdas, agilizar a comercialização, estabilizar os preços, além de forçar a padronização por parte dos atacadistas e produtores. (AU)