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Estudo do envolvimento do sistema canabinóide no modelo experimental de pânico e ansiedade no confronto defensivo entre roedores (Mus Musculus) e serpentes Constrictoras (Epicrates cenchria assisi) em um labirinto complexo

Processo: 09/14788-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2010
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Norberto Cysne Coimbra
Beneficiário:Daniele Peres de Alcântara
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Pânico   Mecanismos de defesa   Neurofarmacologia   Ansiedade

Resumo

Existe um grande interesse científico nas pesquisas comportamentais para a busca das bases neuroanatômicas, neurofisiológicas e psicofarmacológicas que têm sido associadas ao medo e ao pânico. Muitos estudos têm implicado o teto mesencefálico como responsável pelo controle de respostas defensivas elaboradas durante situações de perigo iminente. O comportamento defensivo evocado, em paradigmas baseados em confronto entre presa e predador tem sido extensivamente estudado, como um método experimental não invasivo que pode ser interessante para analisarmos a função do sistema límbico como um todo. Utilizando paradigmas em que o estado de ansiedade e medo intenso têm sido evocado em animais de laboratório, a pesquisa de novas drogas ansiolíticas e antipânico têm avançado significativamente. O objetivo do presente trabalho é estudar um novo modelo baseado no confronto entre roedores e serpentes, para o estudo do comportamento defensivo, induzido pela ansiedade e medo, em um labirinto complexo, que consiste em uma arena na qual se abrem galerias, formando o labirinto propriamente dito, em que presas e predadores podem interagir em livre movimentação. O comportamento defensivo será estudado em camundongos Swiss e, como estímulo aversivo, será usado a salamanta (Epicrates cenchria assisi). Será testado no labirinto complexo o modelo de fuga orientada e elaborada, cujos animais serão pré-habituados por três dias com a presença de uma toca, que será utilizada como abrigo também nos dias de confronto agonístico entre presa e predador. Após o período de habituação, será feita a administração de canabidiol (a 0,1, 1,0 e 10,0 mg/kg), administrado por via intraperitoneal (IP). O canabidiol consiste em um fitocanabinóide não-psicotomimético que atua possivelmente inibindo a recaptação e degradação de anandamida, aumentando seus níveis endógenos. Também será realizada a administração por via IP de AM-251, antagonista seletivo de receptores CB1, e de AM-630, um antagonista seletivo de receptores CB2. O presente trabalho busca melhor compreensão dos comportamentos de medo inato, e de respostas similares ao pânico, analisando a ação do sistema neural mediado por endocanabinóides nas diversas respostas comportamentais evocadas diante de um risco eminente de morte, permitindo a validação de um novo modelo experimental de pânico e ansiedade. O estudo dos neurotransmissores envolvidos com a geração e elaboração dos estados aversivos que seguem essas reações de comportamentos mais elaborados pode permitir a compreensão mais clara das bases neuroquímicas de algumas dessas desordens psiquiátricas mais conhecidas, como as psicoses, a esquizofrenia e a síndrome do pânico e ansiedade.

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