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Efeito da Fluoxetina, Metisergida, Diazepam e da Picrotoxina na Analgesia Induzida pela Ansiedade e pelo Medo Evocado em Camundongos (Cepa C57) Durante o Confronto Defensivo com Salamanta (Epicrates cenchria assisi)

Processo: 08/07315-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2008
Vigência (Término): 31 de outubro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Norberto Cysne Coimbra
Beneficiário:Tiago Furlanetto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Pânico   Neurofarmacologia   Ansiedade

Resumo

Existe um grande interesse científico voltado à busca de bases neuroanatômicas e neurofisiológicas do comportamento que têm sido associadas ao medo e ao pânico. Muitos estudos sugerem o teto mesencefálico como responsável pelo controle de respostas defensivas elaboradas durante situações de perigo iminente. O colículo inferior, juntamente com as camadas profundas do colículo superior e a substância cinzenta periaquedutal, tem sido considerado uma importante estrutura na elaboração do medo e da defesa afetiva. A substância cinzenta periaquedutal, uma estrutura mesencefálica grandemente estudada na busca do substrato neural do medo, tem sido implicada no controle de respostas explosivas de fuga e de comportamentos defensivos mais passivos, como a imobilidade defensiva (congelamento), imobilidade tônica e analgesia induzida pelo medo. A técnica experimental empregada no presente projeto permite analisar claramente os comportamentos de defesa frente a situações de risco iminente de vida, possibilitando, também, estabelecer alguns aspectos da modulação do substrato neural responsável pela organização de respostas emocionais, tal como o pânico, quando os roedores sofrerão o confronto defensivo com a serpente constrictora (medo inato), assim com a ansiedade, quando os roedores serão expostos no dia subseqüente ao contexto experimental, sem a serpente (medo condicionado). Também investigaremos a evocação de processos antinociceptivos em camundongos C57 induzidos pelo confronto com a serpente salamanta Epicrates cenchria assisi (primeiro dia) ou ao contexto experimental (segundo dia). O teste algesimétrico que será utilizado é o de retirada de cauda dos camundongos, quando estas são expostas ao calor. O limiar nociceptivo será aferido imediatamente após o confronto entre os camundongos e a serpente constritora e imediatamente após a exposição ao contexto experimental, e de 5 em 5 minutos, até o tempo de 30 minutos. O presente trabalho busca um melhor entendimento da participação da neurotransmissão serotoninérgica no medo inato (evocado pela presença do predador) e na ansiedade (perigo potencial), através do pré-tratamento por via periférica com fluoxetina (inibidora de recaptação de serotonina), ou metisergida (antagonista serotoninérgico), assim como avaliarmos a neurotransmissão GABAérgica através do pré-tratamento com um antagonista de receptores GABA (picrotoxina) e um benzodiazepínico que facilita a neurotransmissão GABAérgica (diazepam) na elaboração da antinocicepção induzida pelo medo no modelo de confronto defensivo entre a presa e predador.