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Vacinação genética contra a infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi usando plasmídeos contendo porções do gene da proteína 2 da superfície de amastigotas fusionado ao gene da glicoproteína D de herpes simplex vírus

Processo: 06/02626-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2006
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2006
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Maurício Martins Rodrigues
Beneficiário:Filipe Augusto Bettencourt Haolla
Instituição-sede: Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imunização   Imunogenicidade   Vacinas de DNA   Doença de Chagas   Trypanosoma cruzi   Linfócitos T CD4-positivos   Linfócitos T CD8-positivos   Resposta imune

Resumo

A Doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é considerada um importante problema de saúde na América Latina. No hospedeiro mamífero, o T. cruzi apresenta formas amastigotas (intracelulares) que são alvo da resposta imune celular. Linfócitos T CD4 e T CD8 produtores IFN-gama reconhecem epítopos de amastigotas e são importantes para a resistência do hospedeiro. A imunização genética, por sua capacidade de ativar tanto células T CD4 quanto células T CD8 produtoras de IFN-gama, é de particular interesse na tentativa de gerar uma vacina contra a doença de Chagas. Nos últimos anos, diversos trabalhos têm mostrado que esse tipo de imunização é factível no modelo de infecção experimental pelo T. cruzi. Em nosso laboratório, demonstramos que a imunização com o gene da proteína 2 da superfície de amastigotas (ASP-2) induz linfócitos T CD4 e CD8 produtores de IFN-gama e imunidade protetora parcial contra a infecção de camundongos da linhagem altamente suscetível A/Sn. Embora animadores, estes resultados sugerem que novas estratégias devem ser desenvolvidas para aumentar sua imunogenicidade e conseqüente a proteção induzida pela vacinação genética com este gene somente. O objetivo desse trabalho será a geração de novos plasmídeos contendo seqüências que codificam porções centrais da proteína ASP-2 ou o epítopo reconhecido por linfócitos T CD8 (TEWETGQI) inseridos no gene da glicoproteína D (gD) de herpes simplex vírus. Esta estratégia, descrita por Lasaro et al., 2005, visa à expressão da proteína quimérica resultante na superfície celular, tornando-a um alvo mais imunogênico para o sistema imune. Três plasmídeos estão sendo preparados e o nosso delineamento experimental consistirá na vacinação genética com os plasmídeos: I) pRE somente (controle); II) pRE4-gD/P4-P7; III) pRE4-gD/P4-P5; IV) pRE4-gD/TEWETGQI; V) pIgSPclone9 (pcDNA3 contendo o gene da ASP-2). Nos camundongos A/Sn imunizados, a resposta imune celular será avaliada pela produção de IFN-gama em ensaio de ELISPOT usando como alvo o peptídeo TEWETGQI. A resposta imune protetora será avaliada por meio de parasitemia e mortalidade e comparadas à resposta induzida pelo gene asp-2 completo inserido no plasmídio pcDNA3.

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