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Efeitos da administração endovenosa de dimetil sulfóxido e metilsulfonilmetano sobre a atividade plaquetária em voluntários sadios humanos: possível envolvimento da via de formação do sulfeto de hidrogênio.

Processo: 09/08779-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Clínica
Pesquisador responsável:Gilberto de Nucci
Beneficiário:Rafael Prada Morganti
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Dimetil sulfóxido   Plaquetas sanguíneas   Trombose   Coagulação   Sulfeto de hidrogênio

Resumo

As plaquetas são fundamentais para a manutenção da integridade do sistema vascular através de sua habilidade de interromper sangramentos e promover reparação do vaso sanguíneo lesado. Participam do desenvolvimento e progressão das placas ateromatosas. Se a adesão e a ativação de plaquetas podem ser vistas como uma resposta de reparação orientada a uma fissura repentina ou ruptura de uma placa ateromatosa, uma progressão não controlada de tal processo, através de séries de vias amplificadoras, pode conduzir à formação intraluminal do trombo, oclusão vascular e isquemia transitória ou permanente ocasionando angina ou infarto. A aterosclerose é a principal causa de isquemia na doença isquêmica do coração e doenças cerebrovasculares, se caracteriza como uma desordem inflamatória crônica na qual mecanismos imunes interagem com fatores metabólicos de risco e desta maneira iniciam, propagam e ativam lesões vasculares. As drogas antiplaquetárias atualmente disponíveis interferem em certos passos no processo de ativação mediante o bloqueio seletivo de enzimas plaquetárias ou receptores, reduzindo o risco de trombose arterial, mas em contra partida aumentando risco de complicações de sangramento.Dimetil sulfóxido (DMSO) um solvente muito eficiente para compostos não solúveis em água, pode ser degradado em metilsulfonilmetano (MSM) e dimetil sulfide (DMS). O DMSO é uma substância utilizada há muito tempo na clínica em diversas situações terapêuticas, tais como efeitos analgésicos e antiinflamatórios, na criopreservação de células progenitoras hematopoiéticas, diminuição da pressão intracraniana e redução dos depósitos de amilóides produzidos por patologias inflamatórias. Além disso, o DMSO tem sido utilizado como agente crioprotetor em bolsas de concentrado de plaquetas congeladas, aumentando o tempo de armazenamento destas bolsas por mecanismo reversível envolvendo a inibição plaquetária. Em experimentos in vitro a administração de DMSO inibiu a agregação plaquetária induzida por diferentes agonistas. Da mesma forma, seu principal metabólico o MSM vem mostrando potencial terapêutico em diversos modelos em que o DMSO apresentou resultados positivos. Recentemente, a via do sulfeto de hidrogênio (H2S) tem sido explorada em estudos de fisiologia e farmacologia vascular e não vascular, com resultados indicando que essa molécula pode ter um papel importante na inibição da atividade plaquetária. Tendo em vista que substâncias endógenas e exógenas contendo os grupos funcionais sulfóxido (R-SO-R), sulfide (-RSH) e sulfona (RSO2-R) podem ser metabolizadas através de reações enzimáticas de óxido-redução (flavina monooxigenase, aldeído oxigenase, enzimas citocromo P450) e que bactérias presentes no trato digestivo possuem complexos enzimáticos (dimetil sulfóxido redutase, dimetil sulfide monooxigenase, metil mercaptan) capazes de metabolizar compostos sulforados é plausível especular que o relaxamento produzido pelo DMSO e seu metabólito, metilsulfonilmetano, em plaquetas possa ser devido, em parte, à incorporação destas moléculas nas vias enzimáticas de formação do gase H2S. Sendo assim, uma vez que o DMSO e MSM inibem a ativação plaquetária, investigar o papel destas substâncias in vivo será de grande valia. Desse modo, o presente trabalho visa elucidar os efeitos in vivo do DMSO e seu metabólico MSM sobre a ativação de plaquetas humanas, dando enfoque sobre a participação da via enzimática do sulfeto de hidrogênio nestas respostas. Paralelamente, será feita a caracterização desta via enzimáticas em plaquetas humanas.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: