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Crescimento de raízes e respostas ecofisiológicas de Styrax ferrugineus, S. camporum e S. pohlii (Styracaceae) a diferentes tipos de solos

Processo: 08/09532-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Gustavo Habermann
Beneficiário:Anna Carolina Gressler Bressan
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Ecofisiologia vegetal   Crescimento vegetal   Desenvolvimento vegetal   Styrax   Raiz (anatomia vegetal)

Resumo

São comuns congêneres do cerrado brasileiro mostrarem-se morfologicamente semelhantes, mas com padrão de ocorrência distinto. Styrax camporum foi presente em 60% das coletas (Programa-Biota-Fapesp) em áreas de cerradão e mata ciliar. S. ferrugineus foi encontrado em 50% dessas coletas em cerrado strictu sensu (s.s.) e S. pohlii em 65% das coletas em matas de brejo, mata ciliar e cerradão. O sucesso de uma espécie em um habitat é fortemente dependente de seu desempenho ecofisiológico que, se definido com variáveis específicas, como por exemplo, o crescimento de raízes, pode relacionar-se aos recursos naturais. Hipotetiza-se fundamentalmente que os referidos congêneres apresentam diferentes taxas de crescimento radicular. Em outros projetos desse mesmo grupo de pesquisa, investiga-se se o padrão de ocorrência desses congêneres estaria relacionado aos fatores luz e disponibilidade hídrica. Porém, o solo também pode representar fator determinante para a ocorrência de espécies de cerrado. Diante disso, também é admitida a hipótese de que esses congêneres apresentam maior crescimento se cultivados em solo de cerrado ou solos relacionados às áreas dos fragmentos de cerrado em que ocorrem, do que solos mais férteis. Ainda, baseando-se em observações de campo, supõe-se que dentre os congêneres, S. ferrugineus deve ter o maior crescimento de raízes e o menor crescimento da parte aérea. Também, é provável que S. camporum mostre a maior plasticidade de crescimento em resposta à fertilidade do solo, dada sua ampla ocorrência em relação a diferentes hábitats. Para testar essas hipóteses, objetiva-se medir o crescimento da raiz principal em solo de cerrado s.s., através de observações em rizotron. Também serão medidas as taxas de crescimento da raiz principal, bem como o diâmetro do coleto, a altura da planta, número de folhas e ganho total de biomassa dos três congêneres em resposta a dois solos com características e fertilidades contrastantes. Um dos solos será originário de um fragmento de cerrado s.s. e o outro, um substrato utilizado para viveiros de plantas nativas florestais da região. Será um experimento com dez repetições (rizotrons). O crescimento da raiz principal será medido em intervalos de cinco dias, até 180 dias de cultivo. A biomassa total final será medida através de coleta destrutiva. Os fatores estudados serão as espécies (três espécies) e os tipos de solo (dois tipos). Constituir-se-á de um experimento fatorial (Two-Way ANOVA), em que serão testadas, separadamente, 11 variáveis-resposta de crescimento (taxa de crescimento da raiz principal; diâmetro do coleto; altura da planta; número de folhas; ganho de biomassa total da planta; biomassa de folhas; biomassa do ramo principal, ramos e pecíolos; área foliar e área foliar específica). As médias poderão ser comparadas pelo teste Tukey (±=0,05) ou outro teste mais adequado, segundo a análise dos dados e de acordo com a literatura específica. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
HABERMANN, GUSTAVO; BRESSAN, ANNA C. G. Root, shoot and leaf traits of the congeneric Styrax species may explain their distribution patterns in the cerrado sensu lato areas in Brazil. FUNCTIONAL PLANT BIOLOGY, v. 38, n. 3, p. 209-218, 2011. Citações Web of Science: 19.

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