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A interação entre a enzima conversora de angiotensina I (ECA) e os receptores de cinina

Processo: 09/15441-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:João Bosco Pesquero
Beneficiário:Regiane Angélica Sabatini
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/06676-8 - Biologia celular e molecular dos sistemas calicreínas-cininas e renina-angiotensina, AP.TEM
Assunto(s):Cininas   Peptidil dipeptidase A

Resumo

Os sistemas calicreína-cininas (SCC) e renina angiotensina (SRA) são importantes na etiologia da hipertensão e patogênese de danos cardíaco e renal associados com elevada pressão sanguínea. Enquanto a angiotensina II age por aumentar a pressão sanguínea, as cininas tem efeito oposto, protetor. A Enzima Conversora de Angiotensina I (EC 3.4.15.1) (ECA) ou cininase II é uma metalo-peptidase que tem um papel importante na homeostase circulatória, uma vez que cliva o decapeptídeo angiotensina I produzindo o octapeptídeo hipertensor angiotensina II. Essa mesma enzima é responsável pela inativação da bradicinina, um peptídeo vasodilatador. Estão descritas três isoformas principais de ECA: somática, testicular e solúvel. A ECA somática contém dois sítios ativos na mesma cadeia polipeptídica, nos domínios N e C. Desde a sua descoberta, há muita especulação sobre o significado funcional da presença de dois sítios ativos na mesma enzima, onde os dois tentam se sobrepor, mas possuem propriedades distintas na clivagem de substrato e ligação a inibidores. Além disso, evidências sugerem que os dois domínios interagem e que há cooperatividade negativa entre eles. Usando substratos fluorescentes, nosso grupo validou um novo método para a determinação da atividade da enzima conversora de angiotensina I (ECA) diretamente na superfície de células em monocamada em cultura, contribuindo para o estudo da enzima in situ. Nesse contexto, esta metodologia poderá ser aplicada para o estudo da participação de cada um dos domínios na atividade catalítica da ECA, verificando também se os substratos sintéticos específicos para os domínios revelam se a seletividade entre os domínios é conservada entre as diferentes espécies. O presente projeto fundamenta-se na investigação da cooperatividade dos domínios da ECA, utilizando-se substratos com supressão intramolecular de fluorescência que apresentam alta seletividade para os domínios da enzima, e com o uso de substratos naturais avaliaremos a atividade catalítica da ECA através da determinação da sua atividade basal e de parâmetros cinéticos em: 1) células CHO transfectadas com a forma somática da ECA, 2) células CHO transfectadas com o N ou C domínio da ECA, 3) tecidos de diferentes espécies. (AU)