Busca avançada
Ano de início
Entree

Orientações de profissionais de saúde para o cuidado domiciliar da criança com infecções respiratórias agudas

Processo: 05/01511-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2005
Vigência (Término): 31 de outubro de 2006
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem Pediátrica
Pesquisador responsável:Maria de La Ó Ramallo Veríssimo
Beneficiário:Ana Paula Alves de Carvalho
Instituição-sede: Escola de Enfermagem (EE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Infecções respiratórias   Saúde da criança   Educação em saúde

Resumo

Segundo a Organização Mundial de Saúde, anualmente morrem no mundo mais de 10 milhões de crianças com idade inferior a 5 anos, sendo que 70% destas mortes são causadas por diarréia, pneumonia, malária ou desnutrição. A OMS, o UNICEF e a OPAS elaboraram a estratégia de Atenção Integrada a Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI), que objetiva reduzir a morbidade e mortalidade; promover o desenvolvimento e crescimento; diminuir o número de casos e de casos graves de: diarréias, desnutrição e infecções respiratórias agudas em crianças menores de 5 anos. Dentre as doenças prevalentes em nosso meio, as infecções respiratórias agudas (IRA) causam de 30% a 40% das hospitalizações em menores de 5 anos e um quinto das mortes na faixa de 1 a 4 anos. Grande parte das crianças que morrem são atendidas em algum serviço de saúde, o que não evita os óbitos. Um dos fatores identificados como responsável por esse desfecho é o conhecimento inadequado dos cuidadores quanto a identificação precoce dos sinais de piora. Isto suscita a necessidade de aprimoramento da educação em saúde, utilizando meios de comunicação adequados às características individuais dos cuidadores. Esta é uma condição necessária para que os pais ou responsáveis tenham capacidade de promover o cuidado domiciliar à criança acometida por IRA e de reconhecer precocemente os indicativos de doença, bem como os sinais de agravo, e procurar precocemente o serviço de saúde. Nesse sentido, a identificação das orientações oferecidas pelos trabalhadores de saúde, bem como dos recursos de comunicação utilizados, é o primeiro passo para o delineamento de intervenções que possam trazer melhorias ao processo educativo para o cuidado domiciliar da criança com IRA e, conseqüentemente, contribuir para a diminuição dos agravos e óbitos. Objetivos: 1) Identificar as orientações oferecidas por trabalhadores de saúde para o cuidado domiciliar da criança com IRA; 2) Identificar os recursos e estratégias de comunicação utilizados pelos trabalhadores no processo de educação dos cuidadores infantis. Metodologia. População. Trabalhadores de saúde (médicos e enfermeiras) que realizam orientações para o cuidado domiciliar de crianças com IRAs, em atendimentos individuais ou de grupos. Local do Estudo. Unidades básicas de saúde da região do Butantã (São Paulo). Foram selecionadas as unidades Jd. Jaqueline, Vila Borges e Paulo VI, sem PSF, e as unidades Jd. Boa Vista, Jd. São Jorge, e Vila Dalva, com PSF, para comparação dos resultados entre os diferentes serviços. Coleta de Dados. Será feita através de observação de atendimentos e entrevistas estruturadas e individuais. Foram elaborados dois formulários, um para entrevista e outro para as observações de atendimento. Utilizamos como referência os roteiros de “entrevista ao pessoal de saúde” e “observação do manejo de casos” do protocolo de avaliação das unidades de capacitação do tratamento das IRAs da Organização Panamericana de Saúde, a “ficha de observação de consultas” do protocolo de investigações operacionais sobre atenção integrada das doenças prevalentes na infância, as recomendações da estratégia AIDPI e os passos do processo de comunicação descritos por Chiesa e Veríssimo no manual do Programa de Saúde da Família do Ministério da Saúde brasileiro.. A primeira etapa da pesquisa, que visa levantar dados mediante entrevistas com os trabalhadores, está em andamento, e deverá ser finalizada em junho de 2005. A segunda etapa, de observação de atendimentos, deverá ser realizada a partir de julho de 2005. Análise de dados. As informações obtidas serão consolidadas em planilha do Microsoft Excell e analisadas estatisticamente com o EpiInfo 6.4., obtendo-se freqüência das respostas segundo tipo de profissional e de unidade de saúde. Aspectos éticos. O Projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.