Busca avançada
Ano de início
Entree

Pensar o literário nos primórdios da crítica seiscentista: romance e paratexto teatrais franceses

Processo: 02/00008-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2002
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2004
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Márcio Orlando Seligmann-Silva
Beneficiário:Leila de Aguiar Costa
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:01/09967-4 - Programa Cicognara. A constituição da tradição clássica, AP.TEM
Assunto(s):Crítica literária   Retórica   Teatro   Romance   Hermenêutica

Resumo

Percurso por paratextos teatrais e romances do século XVII francês (1627-1657) procurando enunciar a hipótese de que ali se constitui uma dobra teórica que julga e examina a matéria literária como superfície de representação ficcional. De Alexandre Hardy a Paul Scarron, passando por Pierre Comeille e Charles Sorel, os autores seiscentistas alinham fazer poético e enunciação dos rudimentos de uma teoria dos gêneros literários: a crítica resultante, ora ratifica a autoridade de regras e convenções letradas, ora propõe substituí-las, através de uma discordância burlesca, por uma renovada disposição e invenção ficcionais. Examinar-se-á, pois, questões clássicas concernentes à problemática dos gêneros; verificar-se-á como os textos seiscentistas estabelecem um comércio com o modelo, ora promovendo a imitação e a emulação, ora discutindo a tradição e o cânone, em um universo de crítica da relação entre imitado e imitante; trabalhar-se-á, por fim, questões que se inscreveriam em um debate mais amplo, estético e histórico, instanciado pela cisão entre Antigos e Modernos e, com isso, pensar-se-á relações e rupturas entre passado, presente e futuro - da Literatura, da História e da História da Literatura. (AU)