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Mecanismo de ação da taurina na preservação da função, da massa de células, inibição da apoptose, e expressão do gene da insulina em ilhotas de Camundongos Swiss e não-obesos diabéticos (NOD)

Processo: 08/58647-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2009
Vigência (Término): 02 de março de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Everardo Magalhães Carneiro
Beneficiário:Rosane Aparecida Ribeiro
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/50365-4 - Estudo dos mecanismos de destruição das células beta pancreáticas durante a instalação do Diabetes Mellitus (DM2): busca de estratégias para a inibição desse processo bem como para a recuperação da massa insular em diferentes modelos animais, AP.TEM
Assunto(s):Diabetes mellitus   Taurina

Resumo

Prejuízos na secreção ou ação da insulina resultam em hiperglicemia e caracterizam o diabetes. No diabetes do tipo 1, ou insulinodependente, ocorre a destruição auto-imune das células beta pela invasão de células do sistema imune que liberam diversos mediadores, dentre eles: interleucina-1ß, fator de necrose tumoral a, e interferon Y. Estas citosinas estão relacionadas a inibição da transcrição do gene da insulina, e alteração do fluxo de íons Ca2+ nas células beta, efeitos que contribuem para a instalação da disfunção e morte do tecido insular. A taurina (TAU) é um aminoácido não essencial presente em altas concentrações no interior das células e no plasma de mamíferos, e apresenta papel preponderante no controle da concentração intracelular de Ca2+ ([Ca2+]i) em diferentes tipos celulares, e regulação da homeostase glicêmica. Nosso grupo possui evidências de que o tratamento in vivo de camundongos com TAU aumenta a secreção de insulina em resposta a nutrientes e a agentes despolarizantes, regula a captação e as oscilações citoplasmáticas de Ca2+, e aumenta o conteúdo total de insulina nas ilhotas de animais tratados. Acreditamos que a TAU além de modular o processo de secreção de insulina, participa da manutenção da massa de células beta e integridade das estruturas celulares do pâncreas endócrino, sendo, portanto, uma molécula que tem potencial terapêutico completo para manter a morfofisiológica deste órgão. Este trabalho tem como objetivo, verificar os mecanismos moleculares pelos quais o aminoácido TAU pode estar envolvido com a manutenção da função, proliferação e sobrevivência da célula beta. Para isso, utilizaremos o tratamento in vitro e in vivo com o aminoácido TAU e avaliaremos o possível papel protetor deste aminoácido contra a morte e perda de massa insular em situações de lesão induzida por agentes inflamatórios. Além disso, analisaremos, em especial, a possível inter-relação da TAU com as vias MAPK/ERK1/2 e PI3K/Akt1/2/3, e da sua contribuição na manutenção da [Ca2+]i, expressão gênica da insulina, número de ilhotas e massa de células beta, em ilhotas de camundongos Swiss e NOD. (AU)