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Quebra dinâmica de supersimetria e teoria quântica de campos não comutativa

Processo: 07/08604-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2008
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física das Partículas Elementares e Campos
Pesquisador responsável:Adilson José da Silva
Beneficiário:André Carlos Lehum
Instituição-sede: Instituto de Física (IF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/59479-7 - Aspectos da teoria quântica de campos não-comutativa, AP.TEM
Assunto(s):Teoria quântica de campos   Supersimetria   Simetria (física de partículas)   Princípio da incerteza de Heisenberg

Resumo

A presença de divergências é certamente uma das principais características da teoria quântica de campos. Uma maneira de tratar essas divergências é através do uso de métodos de renormalização, outra é procurar teorias de campos que sejam finitas. A esperança de encontrar tais teorias está fortemente relacionada com a Supersimetria, que melhora o comportamento ultravioleta das teorias por conta de um cancelamento de contribuições bosônicas e fermiônicas. Na década de 40 do século passado, Heisenberg sugeriu que um princípio da incerteza para as coordenadas do espaço-tempo melhoraria o problema das divergências ultravioletas que apareciam na abordagem perturbativa na teoria quântica de campos. Atualmente, acredita-se que teorias não-comutativas podem ser uma formulação matemática razoavelmente simples para representar a proposta "spacetime foam", i.e., da idéia que em distâncias da ordem do comprimento de Planck, o espaço-tempo perde sua estrutura contínua e deve envolver flutuações quânticas de geometria e topologia. Há diversas maneiras de implementar a não-comutatividade na teoria quântica de campos, mas aparentemente todas compartilham de uma mesma propriedade, a "mistura IV/UV" (infravermelha/ultravioleta), que é uma transmutação das divergências UV originais de uma teoria ordinária, em divergências IV, nas suas extensões não-comutativas. Uma forma de evitar esse problema é trabalhar com modelos menos divergentes no UV. Portanto, candidatas naturais a não exibirem tal mistura são teorias supersimétricas. Entretanto, para construir modelos realísticos de física de partículas, Supersimetria deve ser quebrada, pois até o momento os parceiros supersimétricos das partículas ordinárias não foram observados. Portanto é essencial entender sob quais circunstâncias a supersimetria pode ser quebrada. Assim, nosso principal objetivo neste projeto é estudar a generalização não-comutativa de mecanismos de quebra de simetria de calibre e supersimetria em teorias não-comutativas supersimétricas. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FERRARI, A. F.; GOMES, M.; LEHUM, A. C.; NASCIMENTO, J. R.; PETROV, A. YU.; SILVA, E. O.; DA SILVA, A. J. On the superfield effective potential in three dimensions. Physics Letters B, v. 678, n. 5, p. 500-503, AUG 3 2009. Citações Web of Science: 20.
FERRARI, A. F.; GOMES, M.; LEHUM, A. C.; NASCIMENTO, J. R.; PETROV, A. YU.; DA SILVA, A. J. Equivalence between supersymmetric self-dual and Maxwell-Chern-Simons models coupled to a matter spinor superfield. Physics Letters B, v. 678, n. 2, p. 233-239, JUL 13 2009. Citações Web of Science: 1.
LEHUM, A. C. Dynamical breaking of gauge symmetry in supersymmetric quantum electrodynamics in three-dimensional spacetime. Physical Review D, v. 79, n. 2, p. 025005, 2009. Citações Web of Science: 4.

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