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Expressão do transportador de glicose (Glut-1), da conexina 43 (cx043) e da proteína associada a multirresistência (MRP 4) na intoxicação pelo veneno bruto da aranha Phoneutria nigriventer em ratos

Processo: 07/56715-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2008
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Maria Alice da Cruz Hofling
Beneficiário:Paulo Alexandre Miranda Odorissi
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Imunofluorescência   Barreira hematoencefálica   Phoneutria nigriventer

Resumo

A barreira hematoencefálica (BHE) constitui uma estrutura física bem definida, com características plásticas as quais conferem a esta a capacidade de responder prontamente a comunicações entre o SNC e o sangue. Também tem a função de transportar seletivamente compostos necessários ao cérebro. As células endoteliais dos capilares cerebrais que compõem tal barreira são influenciadas e mantidas por diversos fatores, entre os quais se encontram os fatores de crescimento liberados pelas extremidades dos pés astrocitários. Tais células da glia formam uma bainha contínua ao redor dos capilares cerebrais e apresentam as chamadas gap junctions ou junções comunicantes (JC)entre seus pés astrocitário; e entre estes e o endotélio dos capilares sanguíneos. A conexina 43 é a proteína mais abundante nas JC, portanto envolvidas em extensa rede de sinalizações entre as células gliais entre si e com as células endoteliais. Por outro lado, a BHE se é importante como proteção ao SNC, também é barreira ao acesso de drogas terapêuticas para tratamento de doenças degenerativas, tumores cerebrais, dentre outros. Mesmo drogas lipofílicas que teriam condições de transporte através da BHE, podem ser barradas pela expressão pelo organismo de proteínas de multi-resistência a drogas (MRP-4). Venenos de artrópodos têm atraído interesse como fonte potencial de substância bioativas, especialmente neurotoxinas. Nossos estudos mostraram que o veneno da aranha Phoneutria nigriventer afeta a integridade e funcionamento da BHE e ocasiona gliose astrocitária reativa. Tais alterações são tempo dependentes e reversíveis. Os objetivos do presente estudo será avaliar a expressão da CX-43 e de MRP-4 como forma de avaliar a troca de informações entre células endoteliais e astrócitos durante a quebra da BHE, bem como a reação do organismo contra a permeabilização aumentada pela quebra. Além disso, veremos a expressão do transportador de glicose (GLUT-1), um marcador de célula endotelial, que poderá nos dar informação sobre a atividade de transporte na vigência da quebra da BHE provocada pelo veneno de P. nigriventer. Esperamos contribuir para o entendimento dos mecanismos que levam à quebra da BHE e à ocorrência de convulsões e sinais neurotóxicos que acometem as vítimas graves de Phoneutriismo. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
RAPOSO, CATARINA; MIRANDA ODORISSI, PAULO ALEXANDRE; SAVIOLI, STEFANIA FIORAVANTI; RODRIGUES HELL, RAFAELA CHITARRA; SIMOES, GUSTAVO FERREIRA; RUELA-DE-SOUSA, ROBERTA R.; RODRIGUES DE OLIVEIRA, ALEXANDRE LEITE; DA CRUZ-HOEFLING, MARIA ALICE. Triggering of Protection Mechanism against Phoneutria nigriventer Spider Venom in the Brain. PLoS One, v. 9, n. 9 SEP 11 2014. Citações Web of Science: 7.

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