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Representação política e memória no documentário latino-americano: Argentina e Chile - anos 60 e 70

Processo: 07/55963-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2007
Vigência (Término): 30 de novembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Marcos Francisco Napolitano de Eugenio
Beneficiário:Mônica Cristina Araujo Lima
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):América Latina   Documentário

Resumo

O objetivo deste projeto é compreender as teses, debates e experiências culturais baseadas em propostas alternativas ao capitalismo na América Latina. A pesquisa, focada na Argentina e no Chile dos anos 60 e 70, estudará o processo de ascensão e descenso das forças políticas da esquerda e sua representação por setores do campo cultural, em especial o cinematográfico. O período analisado começa com as expectativas de mudança geradas pela vitória da Revolução Cubana (1959), passa pela afirmação da guerrilha revolucionária como alternativa ao reformismo dos partidos comunistas, e termina com a derrota daqueles projetos da esquerda argentina e chilena. O momento de radicalização política, nos dois países, gerou experiências culturais singulares e muito sugestivas para a pesquisa histórica. Na Argentina, as principais produções do documentário político foram realizadas em um contexto de avanço da direita: em 28 de junho de 1966, através de um golpe militar, ascendia ao poder o general Juan Carlos Ongania. Contudo, apoiados na força política do movimento operário, setores da área cinematográfica criaram um modelo singular de documentário, esteticamente inovador, produzido e distribuído com o apoio de diversos grupos sociais. No Chile, pelo contrário, os filmes foram produzidos em situação favorável ao pensamento de esquerda. Em 1970, Salvador Allende é eleito presidente da república, com o programa de implementar o socialismo no Chile, dentro do sistema democrático. Entre as experiências geradas pelo processo político chileno no campo cultural, os cineastas tiveram papel ativo. Contribuíram com a reflexão crítica sobre as possibilidades de transformação da sociedade e produziram inúmeros registros do cotidiano daqueles dias que marcaram a história do país. Para conhecer este processo - objetivo desta pesquisa - pretendemos analisar e comparar os documentários clássicos do Nuevo Cine Latino-Americano, La hora de los hornos (1968), dos argentinos Fernando Solanas e Octavio Getino, e La Batalla de Chile (1975-1979), do chileno Patrício Guzmán. A história destes documentários, sua temática, suas técnicas de produção e sua estética, estão profundamente associadas aos momentos históricos estudados e à memória produzida posteriormente sobre eles Também vamos compará-los com documentos históricos, manifestos artísticos e textos de jornais e revistas do período. (AU)

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