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Estudo do efeito biológico e antitumoral de um novo composto dirutenico contendo ibuprofeno in vitro e in vivo

Processo: 08/57466-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2009
Vigência (Término): 30 de junho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:Alison Colquhoun
Beneficiário:Marcel Benadiba
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Metabolismo   Toxicologia   Glioma   Rutênio   Ibuprofeno

Resumo

Cada vez mais aumenta a procura por novos compostos antitumorais, especialmente por aqueles com menos efeitos colaterais. As drogas utilizadas na atualidade ainda deixam muito a desejar, sendo inespecíficas e inertes para tumores que exigem altas doses, como é o caso dos gliomas. Esses tumores são de difícil acesso a qualquer tipo de quimioterapia atual. Assim, novas drogas e metodologias que superem essas barreiras devem ser extensivamente estudadas. Compostos organometálicos contendo Rutênio têm sido estudados em diversos tipos de tumores, incluindo gliomas. O composto NAMI-A, por exemplo, já se encontra em fase II de estudo clínico. Foi descoberto que ele inibe o crescimento de metástase pulmonar. A possibilidade de se sintetizar compostos organometálicos contendo antiinflamatórios não esteróides (AINEs) conduziu-nos a estudar o composto dirutênico contendo o Ibuprofeno (Ru-lbp). Esse composto apresentou, em estudos prévios, uma capacidade antiproliferativa sobre as células C6 de glioma de rato, cujo mecanismo de ação está diretamente ligado com a alteração da expressão de proteínas ligadas ao ciclo celular e apoptose independente da expressão da enzima ciclooxigenase-2. Faz parte da proposta deste projeto saber se esse composto também possui algum efeito sobre células de glioma humano. Além disso, estudos biológicos, farmacológicos e toxicológicos serão realizados a fim de se entender como a droga atua in vivo. Ensaios bioquímicos funcionarão para responder perguntas de toxicidade sobre órgãos específicos do animal, tais como fígado, baço, pâncreas e rins. Estudos histológicos servirão para responder se as células normais dos mesmos estariam sofrendo algum efeito citotóxico significativo. E por fim, ensaios de ICP-AES e HPLC serão realizados para mostrar se ocorre acúmulo da droga em determinados órgãos e tecidos, além de identificar possíveis metabólitos desse composto. (AU)