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Papel da Doxorrubicina na inibição de metaloproteases de matriz (MMPs), no processo de invasão tumoral de melanomas metastáticos cultivados sobre colágeno tipo I e fibroblastos humanos dermais.

Processo: 07/08624-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2008
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Silvya Stuchi Maria-Engler
Beneficiário:Rafael Duarte Paes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doxorrubicina   Farmácia

Resumo

Nos últimos 50 anos, a incidência de melanoma na maioria dos países em desenvolvimento aumentou mais rapidamente do que qualquer outro tipo de câncer. Durante o processo de progressão tumoral, as células tumorais estão em contato com macromoléculas da matriz extracelular (MEC) envolvendo receptores específicos. A MEC há muito tempo já não é considerada uma participante passiva, mas sim um importante elemento regulador da adesão, migração, proliferação e controle da expressão gênica de células tumorais. Os melanomas representam um dos tumores sólidos melhor caracterizados pela sua capacidade de invasão e metástase. O grande problema dos tumores sólidos está justamente na sua alta capacidade metastática, principal causa de morte dos pacientes com câncer. A invasão tumoral e metástase requer a degradação proteolítica da membrana basal e de elementos da matriz extracelular (MEC) por metaloproteinases de matriz.(MMPs). A descrição das principais MMPs envolvidas no processo de progressão e invasão tumoral de melanomas são MMP-1, -2, -9, -13, e MT1-MMP. A doxorrubicina (Adriamicina), um antibiótico antracíclico, derivado de um produto natural é extensamente utilizado como quimioterápico de tumores sólidos. Embora a doxorrubicina não seja comumente utilizada como agente terapêutico para melanomas malignos, estudos com camundongos tratados com doxorrubicina em combinação com outros agentes quimiopreventivos diminuíram a formação de tumor e metástase. O objetivo deste trabalho consiste em estabelecer o papel da Doxorrubicina na inibição de metaloproteases de matriz (MMPs), enfatizando a MMP-1, e no processo de invasão tumoral de melanomas metastáticos cultivados sobre colágeno tipo I e fibroblastos humanos dermais. A necessidade de elucidar a interação do microambiente e células tumorais in vitro e a sua relação com a expressão e atividade de MMPs colabora para o estudo dos processos de invasão e progressão tumoral .