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Efeitos in vitro das estatinas sobre células estromais mesenquimais multipotentes

Processo: 09/09443-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2009
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Wilson Araújo da Silva Junior
Beneficiário:Dalila Luciola Zanette
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:98/14247-6 - Center for Research on Cell-Based Therapy, AP.CEPID
Assunto(s):Transplantes   Inibidores de hidroximetilglutaril-CoA redutases   Células-tronco mesenquimais   Diferenciação   Imunomodulação   Biologia molecular

Resumo

As células estromais mesenquimais multipotentes (CEMM) de medula óssea são uma população de células aderentes capazes de se diferenciar "in vitro" em osteócitos, condrócitos e adipócitos. As CEMM possuem capacidade regenerativa, baixa imunogenicidade e propriedades imunomoduladoras. Estas características credenciam as CEMM a serem usadas em terapias aplicadas a doenças cardíacas, ósseas e metabólicas. Apesar deste grande potencial, o sucesso destas células nas terapias depende do seu comportamento no tecido em que devem exercer sua ação imunomoduladora e regenerativa. Os fármacos da classe das estatinas, amplamente utilizados no tratamento de dislipedemias, parecem ser importantes para aumentar o sucesso das terapias a base de células mesenquimais. Há evidências clínicas de que as estatinas apresentem atividade imunomoduladora, reduzindo a taxa de Doença do Enxerto contra Hospedeiro (DECH) dos transplantes com células-tronco hematopoéticas. Também há evidências experimentais de que estas drogas inibam a apoptose das CEMM submetidas à hipóxia "in vitro", podendo melhorar a ação regenerativa das CEMM nos tecidos. Estudaremos os efeitos do tratamento "in vitro" das estatinas sobre as CEMM. Para tanto, utilizaremos parte das amostras de medula óssea coletadas para transplantes alogênicos, de doadores saudáveis, após consentimento livre e esclarecido. Uma parte das células será tratada com sinvastatina e outra parte será utilizada como controle não-tratado. Usaremos a citometria de fluxo para comparar as CEMM tratadas e não-tratadas quanto aos marcadores de superfície típicos de células mesenquimais e àqueles associados à imunomodulação. O RNA das CEMM será extraído para analise de microarrays, com objetivo de comparar a expressão gênica global das CEMM. Seu potencial de imunomodulação "in vitro" será comparado com linfócitos mistos. Também verificaremos se as estatinas alteram a capacidade de diferenciação "in vitro" das CEMM em osteócitos e adipócitos. Os efeitos das estatinas sobre as CEMM podem ter relevância clínica nos transplantes que utilizam células mesenquimais e na prevenção da DECH.