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Determinação da orientação espacial de galáxias utilizando braços espirais e campos de velocidade

Processo: 09/05181-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 31 de agosto de 2012
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Astrofísica Extragaláctica
Pesquisador responsável:Jacques Raymond Daniel Lépine
Beneficiário:Sergio Scarano Junior
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/56213-9 - Nova física no espaço: formação e evolução de estruturas no universo, AP.TEM
Assunto(s):Galáxias espirais   Orientação espacial

Resumo

O estudo de grandezas no plano de galáxias espirais depende fundamentalmente dos ângulos de projeção delas no plano do céu, resumidos pela medida da inclinação e o ângulo de posição. Tais medidas não podem ser obtidas diretamente, senão por uma série de hipóteses e premissas assumidas como comuns para uma grande quantidade de galáxias. Em princípio, a geometria elíptica das galáxias espirais, como observadas no plano do céu, sugere que estes objetos se tratam de estruturas discoidais. Essa idéia é reforçada pela distribuição dos campos de velocidade observados para esses objetos, compatíveis com o que se espera para um movimento de rotação circular do material confinado a um disco. Assim, em teoria, podem-se extrair os ângulos que fornecem a disposição espacial de galáxias espirais por meio de ajustes elípticos às isofotas de sua imagem no céu. Dado que esses objetos são dominados pela rotação no plano do disco, então o eixo maior dessa elipse deve coincidir com o eixo em que ocorre a máxima variação de velocidade na linha de visada (o eixo cinemático principal).Como observações de campos de velocidade no rádio e ajustes de elipses às isofotas nem sempre revelam essa coincidência, então o uso de ajustes elípticos para obtenção da orientação espacial de uma galáxia nem sempre é apropriado. Propõe-se aqui um trabalho para: 1-) utilizar os braços espirais para determinar os ângulos de projeção de uma grande amostra de galáxias espirais de maneira independente de ajustes elípticos; 2-) verificar a coerência deste método com a orientação dos campos de velocidade observados e 3-) identificar como essas medidas são afetadas por interações com outras galáxias ou perturbações intrínsecas como warps, já registradas na literatura.

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TORRES-FLORES, S.; SCARANO, JR., S.; MENDES DE OLIVEIRA, C.; DE MELLO, D. F.; AMRAM, P.; PLANA, H. Star-forming regions and the metallicity gradients in the tidal tails: the case of NGC 92. Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, v. 438, n. 2, p. 1894-1908, FEB 2014. Citações Web of Science: 15.
SCARANO, JR., S.; LEPINE, J. R. D. Radial metallicity distribution breaks at corotation radius in spiral galaxies. Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, v. 428, n. 1, p. 625-640, JAN 2013. Citações Web of Science: 32.
TORRES-FLORES, S.; MENDES DE OLIVEIRA, C.; DE MELLO, D. F.; SCARANO, JR., S.; URRUTIA-VISCARRA, F. NGC 2782: a merger remnant with young stars in its gaseous tidal tail. Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, v. 421, n. 4, p. 3612-3621, APR 2012. Citações Web of Science: 16.
SCARANO, JR., S.; LEPINE, J. R. D.; MARCON-UCHIDA, M. M. Breaks in the radial oxygen abundance and corotation radius of three spiral galaxies. Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, v. 412, n. 3, p. 1741-1754, APR 2011. Citações Web of Science: 15.

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