Busca avançada
Ano de início
Entree

Filogeografia e demografia histórica de Myrmeciza loricata e Myrmeciza squamosa (aves, Thamnophilidae): uma análise de limites específicos, especiação e processos de diversificação na Mata Atlântica

Processo: 08/02711-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2008
Vigência (Término): 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Pesquisador responsável:Cristina Yumi Miyaki
Beneficiário:Fábio Sarubbi Raposo do Amaral
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:03/14106-3 - Reconstrução da história evolutiva e estudos filogeográficos da avifauna neotropical utilizando marcadores moleculares, AP.TEM
Assunto(s):Filogeografia   Mata Atlântica   Thamnophilidae

Resumo

A Mata Atlântica figura entre as florestas de maior número de endemismo do mundo, sendo classificada entre os cinco hotstops de maior diversidade biológica da Terra. Estudos filogenéticos e filogeográficos incluindo espécies atlânticas são ainda incipientes. Os poucos resultados disponíveis apontam para a existência de processos diversos e de possível ocorrência em períodos distintos, sugerindo uma história complexa de diversificação. Desta forma, o acúmulo de inferências baseadas em espécies e clados pertencentes a grupos taxonômicos distintos é de vital importância para a elaboração de cenários evolutivos mais refinados envolvendo os padrões e processos de diversificação na Mata Atlântica. O gênero Myrmeciza, composto por 20 espécies, figura entre os maiores da família Thamnophilidae, grupo de ocorrência exclusivamente Neotropical. Embora estudos recentes não recuperem o monofiletismo deste gênero, as espécies exclusivamente atlânticas (M. squamosa, M. loricata e M. ruficauda) formam um grupo monofilético, com M. loricata e M. squamosa como espécies irmãs. M. squamosa e M. loricata são aves pequenas, insetívoras e que habitam o chão da floresta, e as distribuições combinadas destas duas espécies compreendem a maior parte do bioma. Apesar de quase alopátricas, existe uma potencial área de simpatria pouco estudada entre o norte de São Paulo e o sul do Rio de Janeiro. A história taxonômica do complexo M. squamosa/M. loricata é controversa; embora consideradas por alguns autores como pertencentes a uma única espécie, a literatura recente, de forma geral, as reconhece como espécies plenas. Os objetivos do presente projeto são: 1) Testar a existência de monofiletismo recíproco de M. loricata e M. squamosa utilizando dados mitocondriais e nucleares, como forma de avaliar o status de unidades evolutivas independentes; 2) Investigar a existência de descontinuidades filogeográficas em cada táxon e, em caso positivo, avaliar a congruência com outros estudos em aves atlânticas; 3) Inferir a separação temporal entre as linhagens, com base em dados populacionais e inferências de relógio molecular; 4) Inferir padrões de demografia histórica de ambas as espécies, e associar estes dados a premissas de modelos de diversificação propostos para a região Neotropical e 5) Avaliar a existência de sintopia e, utilizando dados genéticos, de hibridação, com base em espécimes coletados na área de sobreposição das distribuições dos dois táxons.