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Seria a linguagem capaz de moldar o pensamento? Uma análise entre falantes do português e do mandarim acerca da noção de tempo.

Processo: 09/15498-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Experimental
Pesquisador responsável:Júlio César Coelho de Rose
Beneficiário:Guilherme Braga Sanvido
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/57705-8 - Instituto de Estudos sobre Comportamento, Cognição e Ensino, AP.TEM
Assunto(s):Pensamento   Comportamento verbal   Linguagem

Resumo

Embora a versão "forte" da hipótese Sapir-Whorf sobre o determinismo lingüístico seja pouco aceita, uma versão "fraca" tem encontrado apoio em resultados como os de Boroditsky (2001), sugerindo que o pensamento temporal de falantes de Inglês e Mandarim seria influenciado pelas metáforas temporais de suas respectivas línguas, de modo que falantes do Mandarim pensariam "verticalmente" sobre tempo, por referirem-se a eventos anteriores como "acima" de eventos posteriores. O presente estudo constituirá uma replicação de Boroditsky (2001) comparando falantes nativos de Português e Mandarim. Será utilizado um procedimento de dica semântica, em que o participante deverá responder verdadeiro ou falso a afirmativas sobre a sucessão de eventos, precedidas por figuras com um objeto à frente ou atrás de outro, ou acima ou abaixo de outro, devendo o participante responder verdadeiro ou falso a afirmativas sobre sua posição. As conclusões de Boroditsky serão confirmadas se falantes do Mandarim responderem mais rápido após dicas verticais e falantes do Português após dicas horizontais.