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Without contraries is no progression: estudo dos poemas américa a prophecy e europe a prophecy como representações dos contrários complementares da obra de william blake

Processo: 10/09636-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2010
Vigência (Término): 31 de agosto de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Estrangeiras Modernas
Pesquisador responsável:Alcides Cardoso dos Santos
Beneficiário:Alex Soares Rios
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Poesia

Resumo

A presente pesquisa tem por objetivo ressaltar o desenvolvimento do pensamento imaginativo na obra do poeta, pintor e gravurista William Blake (1757-1827). Expoente do Romantismo Inglês com influências da Bíblia, designada pelo poeta como "o grande código da arte", e de místicos como Jacob Boheme (1575-1624) e Emmanuel Swedenborg (1688-1772), produziu sua arte relacionada aos contextos histórico-sociais da Europa dos séculos XVIII e XIX, proporcionando uma poesia crítica de seu tempo. A influência da Bíblia e de místicos torna seus poemas épicos e líricos uma obra profético/poética conduzida pelo poder imaginativo, o chamado gênio poético, unindo então a crítica às tiranias políticas da Europa à transcendência religiosa. Revelado em momentos de ruptura com as formas de tirania, em America, A Prophecy, poema épico de 1793, o gênio poético é mostrado em sua ascensão, enquanto que em outro épico, Europe, A Prophecy, de 1794, o que se mostra é a afirmação tirânica, decaída do poder imaginativo, cuja fonte se engendra na própria essência do homem dominado pela razão. Para Blake, ascensão e decaída são estados eternos, sendo essa oposição considerada complementar para a vida e para a arte. Como fatores determinantes desses estados complementares, sabedoria, arte e ciência, são responsáveis pela elevação ou destruição do ser humano. Para o poeta a humanidade se destrói ou se eleva em proporção à sua arte. A presença dos estados eternos em sua obra é uma constante e pode ser vista já no início de sua produção, como no poema The Marriage of Heaven and Hell, de 1790, em que o autor estabelece a contrariedade protagonizada pelo céu e pelo inferno, relacionando diretamente a simbologia destes dois opostos complementares à capacidade imaginativa.