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Estudo dos mecanismos moleculares envolvidos na neuroproteção promovida pela melatonina nos animais submetidos ao modelo de epilepsia induzido por pilocarpina

Processo: 07/05680-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2008
Vigência (Término): 30 de abril de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:José Cipolla Neto
Beneficiário:Eliângela de Lima
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores   Neuroproteção   Modelo experimental   Epilepsia   Melatonina   Neurofisiologia

Resumo

A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal. Como função mais abrangente a melatonina ajusta a resposta do organismo às condições de escuro, permitindo que haja uma adaptação às atividades e desempenhos noturnos de cada animal. Sua ação antioxidante, onde a mesma é capaz de retirar os radicais livres da célula, estimular a síntese de enzimas antioxidantes como a glutationa peroxidase (GPx), superóxido dismutase (SOD) e glutationa redutase (GRd) e ainda a capacidadede inibir a enzima óxido nítrico sintase (NOS) tem dispertado a atenção de muitos pesquisadores. Além disso, tem se demonstrado que a melatonina exerce um efeito antiinflamatório, inibindo a adesão e o rolamento de neutrófilos nas células endoteliais, além de reduzir a síntese da enzima óxido nítrico sintase induzida (iNOS) e da ciclooxigenase induzida (COX 2). Outro fator que tem despertado a atenção é o efeito inibitório da melatonina no sistema nervosos central. Nosso grupo tem se dedicado ao estudo da epilepsia do lobo temporal utilizando o modelo da pilocarpina. Nós observamos que animais pinealectomizados e submetidos ao modelo da pilocarpina apresentam uma piora no quadro epileptogênico. Por outro lado, animais que foram tratados com melatonina durante o SE, e animais tratados somente após o SE apresentaram uma melhora nesse quadro, evidenciando o efeito neuroprotetor da melatonina nesta síndrome. Desta forma, acreditamos que a melatonina possa vir a ser utilizada como uma possível ferramenta terapêutica no tratamento das epilepsias. Porém, faz se necessário estudos mais detalhados sobre sua forma de ação. Sendo assim, o intuito do nosso trabalho é verificar se o SE pode lesar a glândula pineal, influenciando na produção e secreção de melatonina e ainda verificar possíveis mecanismos de ação envolvido nessa neuroproteção promovida pela melatonina exógena no modelo.