| Processo: | 06/06772-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2007 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia - Odontologia Social e Preventiva |
| Pesquisador responsável: | Regina Maria Barretto Cicarelli |
| Beneficiário: | Larissa Valle Guilhen Longo |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Biologia molecular Polimorfismo genético DNA mitocondrial Cabelo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Dna Mitocondrial | Heteroplasmia | Polimorfismos | Biologia Molecular |
Resumo A identificação humana usando a análise de DNA mitocondrial (DNA mt) tem sido amplamente utilizada, especialmente quando a análise do DNA nuclear não pode ser aplicada. Isso ocorre quando o DNA da amostra apresenta-se degradado ou em casos em que o material biológico não apresenta o DNA nuclear, como em fragmentos de cabelo. No contexto da análise forense, o interesse pelo DNA mt surgiu por vários motivos. Primeiro, esse DNA contém regiões polimórficas (hipervariáveis) 10 vezes mais mutadas que o DNA nuclear, que podem ser usadas na identificação de um indivíduo. Em segundo lugar, os descendentes recebem esse DNA apenas da mãe, permitindo traçar a linhagem materna de uma pessoa; e, finalmente, esse DNA é mais resistente à degradação que o DNA nuclear e existem várias cópias dele por célula. As regiões hipervariáveis do DNA mt são três, e são chamadas de HV1, HV2 e HV3. HV1 e HV2 têm sido bastante estudadas e utilizadas na prática forense. A terceira região, HV3, somente agora vem mostrando sua importância na resolução de casos forenses em que somente as regiões HV1 e HV2 não são discriminatórias. Durante o desenvolvimento do indivíduo, as moléculas de DNA mt se replicam independentemente e são ditas não-recombinantes. Em adição ao fato dessa replicação possuir baixa fidelidade, existe a possibilidade de existirem populações de DNA mt diferentes na mesma pessoa. Esse fenômeno é denominado heteroplasmia. Nos casos forenses a heteroplasmia pode melhorar ou complicar a identificação e deve ser considerada. Os cientistas forenses devem ser preparados para lidar com esse processo e interpretá-lo, já que as heteroplasmias podem representar um nível adicional de variação, aumentando o poder discriminatório do teste. Desse modo, alguns estudos têm sido feitos sobre a freqüência de heteroplasmia nas regiões hipervariáveis do DNA mitocondrial HV1 e HV2 em diversos materiais biológicos, visto que essa freqüência varia entre os diferentes tecidos. Devido aos atuais dados sobre a importância da região HV3 na identificação humana, e ao fato de que nenhum estudo sobre a freqüência de heteroplasmia nessa terceira região do DNA mt foi até o momento relatado na literatura, o objetivo deste trabalho é estudar a freqüência de heteroplasmia na região HV3 do DNA mt em amostras de sangue e cabelo de 100 habitantes da Grande São Paulo. Dessa forma, este trabalho pretende padronizar a metodologia a ser utilizada no sequenciamento das amostras de cabelo, desde o processo de extração do DNA mt, amplificação por PCR e purificação até sequenciamento e análise das heteroplasmias. Simultaneamente ao sequenciamento e análise das 100 amostras de cabelo, os eletroferogramas das amostras de sangue dos mesmos indivíduos (já seqüenciadas) serão analisados e a presença de heteroplasmias será observada, além da comparação da sua freqüência entre os dois tipos de amostra. Assim, o objetivo do projeto é observar o fenômeno da heteroplasmia na região HV3 do DNA mt, bem como a variação da sua freqüência em amostras de cabelo e sangue. | |
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