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Impactos de plantio direto de longa duração sobre o estoque de carbono e a produtividade das culturas

Processo: 09/14010-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Sidney Rosa Vieira
Beneficiário:Glécio Machado Siqueira
Instituição-sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Geoestatística   Gases do efeito estufa   Matéria orgânica do solo   Plantio direto   Manejo do solo

Resumo

No Brasil, a agricultura é importante fonte dos três principais gases de efeito estufa (GEE), contribuindo com 75 % das emissões de dióxido de C (CO2) e mais de 90 % das emissões de metano (CH4) e de óxido nitroso (N2O). O mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) tem como um dos objetivos principais dar assistência para que os países em desenvolvimento atinjam crescimento de forma sustentável. Esses objetivos podem ser atingidos através de projetos que utilizem biocombustíveis que possam contribuir na redução das emissões de GEE em países em desenvolvimento. Entre esses biocombustíveis, o etanol é o que atrai mais atenção, já sendo produzido em larga escala no Brasil e nos EUA. O Brasil é um país com clima e solo aptos para culturas agrícolas destinadas à produção de matérias-primas para a agroenergia. A cana-de-açúcar desponta como a principal fonte de produção de álcool, tendo em vista que já possui uma estrutura agroindustrial voltada para tal atividade. Por outra parte, também se deve considerar o potencial para produção de bioenergia de outros cultivos, tais como: soja, mamona, milho, mandioca, pinhão manso, girassol, etc.. O rápido crescimento do setor canavieiro no Brasil (de 357 Mt de cana em 2003 para 425 Mt de cana em 2006 e, espera-se 728 Mt em 2012) aliado a algumas restrições legais como a queima da palhada da cana (sendo substituída pela colheita mecanizada) influencia tanto a produção energética quanto a emissão de gases de efeito estufa provenientes da cana-de-açúcar. Nesse sentido, é importante considerar o potencial de fixação de carbono dos cultivos bioenergéticos, visando, sobretudo o desenvolvimento sustentável e a manutenção da qualidade ambiental. A influência de práticas agrícolas na emissão de gases que causam o efeito estufa é assunto de grande interesse, especialmente quando se trata do CO2, o principal componente do efeito estufa adicional (resultante de atividades antrópicas). Atividades agrícolas que envolvem o manejo do solo, como o seu preparo, tem afetado a dinâmica dessa emissão. A produção de CO2 no interior do solo está relacionada à atividade biológica, incluindo a respiração das raízes e a decomposição da matéria orgânica pela atividade microbiana. Assim, a emissão de CO2 resulta da interação dos processos de produção e transporte desse gás no interior do solo, que por sua vez é fortemente influenciada pelas condições de temperatura e umidade. Nestas condições, é importante o conhecimento da dinâmica de emissão de GEE em sistemas de produção de biocombustíveis envolvendo experimentos de longa duração, para fornecer subsídios para os inventários de balanço de GEE. O presente projeto buscará a avaliação das emissões de GEE em três condições experimentais: uma com 24 anos de plantio direto de grãos, uma com 12 anos de plantio direto de cana de açúcar com colheita mecânica de cana crua, e uma com 13 anos de plantio direto de cana de açúcar com colheita manual de cana queimada. Para as três condições experimentais serão também avaliadas as emissões de GEE em áreas de referência vizinhas.