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Caracterização do perfil inflamatório em animais obesos por dieta hiperlipídica

Processo: 09/53395-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2010
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Antonio Carlos Cicogna
Beneficiário:Carlos Augusto Barnabe Alves
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Ratos   Coração   Dieta hiperlipídica   Inflamação   Adipocinas   Obesidade

Resumo

Atualmente a inflamação tem sido definida como um mecanismo de defesa do tecido em resposta a uma agressão. A resposta inflamatória é desencadeada por mediadores químicos que são responsáveis pela tentativa de destruir o agente agressor e reparar o dano tecidual. As citocinas podem exercer funções anti e pró-inflamatórias sendo secretadas principalmente pelo tecido adiposo e por células do sistema imune, vascular e estroma. Pesquisas mostram que elevações de diversas citocinas pró-inflamatórias produzem inflamação sistêmica e são determinantes de várias desordens cardiovasculares. As adipocinas pró-inflamatórias atuam no processo de remodelação miocárdica, por influenciar aspectos, como hipertrofia, apoptose, fibrose e a contratilidade. Os níveis de adipocinas estão relacionados com a quantidade de tecido adiposo. Estudos mostram que a obesidade tem sido frequentemente relacionada com aumento dos marcadores pró-inflamatórios e diminuição dos anti-inflamatórios. Pesquisas realizadas atualmente em nosso laboratório utilizando animais obesos por dieta hiperlípidica, durante 15 semanas, observaram prejuízo funcional, diminuição na fosforilação da fosfolambam (Ser16) e menor quantidade de colágeno intersticial miocárdico. Entretanto, estes autores não avaliaram se estas alterações poderiam estar associadas com variações nos níveis das adipocinas pró e anti-inflamatórias. Portanto, a proposta deste estudo será caracterizar o perfil inflamatório em animais obesos por 15 semanas. A hipótese deste estudo é que a obesidade acarretará aumento das adipocinas pró-inflamatórias, com conseqüente diminuição das anti-inflamatórias. (AU)