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Papel da SCD1 hipotalâmica no controle da obesidade induzida por dietas ricas em ácidos graxos insaturados

Processo: 10/51683-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2010
Vigência (Término): 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Licio Augusto Velloso
Beneficiário:Rodrigo Ferreira de Moura
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/50809-5 - Inflamação e resposta imune em obesidade, AP.TEM
Assunto(s):Obesidade   Apoptose   Inflamação   Ácidos graxos insaturados

Resumo

A obesidade caracteriza-se pelo acúmulo de gordura corporal resultante do desequilíbrio no balanço entre armazenamento e dispêndio de energia. Neurônios especializados, de diferentes regiões do hipotálamo, são os responsáveis pelo ajuste fino desse equilíbrio. Um complexo sistema, com integração de sinais aferentes e monitoramento de concentrações plasmáticas hormonais, é o responsável por desencadear estímulos pró ou anti-termogênicos e sensação de fome ou saciedade. Estudos com modelos animais demonstram que dietas ricas em gorduras saturadas levam à obesidade por provocarem respostas inflamatórias, seguidas de estresse de retículo endoplasmático e apoptose de neurônios hipotalâmicos. Essas alterações promovem resistência central à insulina, um dos principais hormônios, envolvidos no controle do balanço energético. Em recente estudo de nosso grupo, observou-se que dietas compostas por ácidos graxos insaturados podem reverter o processo inflamatório hipotalâmico e promover a perda de peso corporal em roedores, além do aumento local na expressão protéica da estearoil coenzima-A 1 (SCD1) conhecida por promover, em vários tecidos, a conversão de gorduras saturadas em mono insaturadas. Porém, camundongos knockout para a SCD1 apresentam maior sensibilidade à insulina e são mais resistentes contra esteatose hepática e indução da obesidade. Infere-se assim, que a SCD1 hipotalâmica pode atuar de forma diferenciada em relação aos tecidos periféricos. O objetivo do presente estudo é caracterizar, através de interferência de RNA, PCR em tempo real e western blotting o papel da SCD1 hipotalâmica na reversão do processo inflamatório, mediante ácidos graxos insaturados. O entendimento de tal mecanismo pode possibilitar avanços nos tratamentos contra a obesidade. (AU)