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Efeito da ciclagem termica sobre a resistencia ao impacto de resinas para base de protese e para reembasamento imediato.

Processo: 05/04236-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2006
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2007
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Materiais Odontológicos
Pesquisador responsável:Ana Lucia Machado
Beneficiário:Bruna Carolina Bochio
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Resinas acrílicas   Próteses e implantes

Resumo

As resinas autopolimerizáveis, desenvolvidas para o reembasamento das bases de próteses diretamente na cavidade bucal, têm sido freqüentemente utilizadas, sobretudo no tratamento de pacientes idosos. A propriedade de resistência ao impacto desses materiais, por estar relacionada aos mecanismos de formação, propagação de trincas e a falha de fratura final das bases de próteses, pode influir, significativamente, no sucesso do reembasamento. A ocorrência de fratura resulta em custos adicionais, assim como em desconforto para os pacientes, devido à necessidade de permanecerem sem as próteses, durante a realização dos reparos ou a confecção de novas próteses. Apesar desses aspectos, a literatura revela falta de informação relativa à resistência ao impacto de resinas para reembasamento imediato. Assim, o objetivo deste estudo será avaliar, comparativamente, a resistência ao impacto de 1 resina termopolimerizável para base de prótese (Lucitone 550 - L) e 2 resinas para reembasamento imediato (Ufi-Gel Hard – UH e Tokuyama Rebase - TR). Além disso, considerando-se que, durante sua utilização, esses materiais serão submetidos a alterações de temperatura, será analisado o efeito da ciclagem térmica sobre essa propriedade. Complementando essas informações, a resistência ao impacto das combinações entre a resina de base com o mesmo material e com cada um dos materiais reembasadores será também avaliada, nas mesmas condições experimentais, procurando-se determinar a influência da ciclagem térmica sobre a interface de união e o mecanismo de propagação das trincas. Utilizando-se matrizes metálicas, serão confeccionadas amostras de cada material (L, UH e TR) e de cada uma das combinações (L/L, L/UH, L/TR), nas dimensões de 60 X 6 X 4 mm e a resistência ao impacto será avaliada por meio do teste Charpy. Para as amostras reembasadas, a espessura será constituída por 2 mm de resina de base e 2 mm de material reembasador e a superfície de união da resina de base será tratada de acordo com as instruções dos fabricantes. Após a confecção das amostras, será realizado um entalhe, na região central, com profundidade de 0,8 mm para o teste de impacto. As amostras intactas de cada material e as amostras reembasadas de cada combinação serão divididas em 2 grupos experimentais. Para o grupo G1, os testes serão realizados após a polimerização (Controle) e, para o grupo G2, os testes serão realizados após termociclagem das amostras, por meio da sua imersão em banho de água, entre temperaturas de 5±2°C e 55±2°C, por 5.000 ciclos (tempo de imersão em cada temperatura - 30 segundos. Serão avaliados 1 resina de base e 2 materiais reembasadores, testados isoladamente ou em combinações, em 2 diferentes condições experimentais, com 10 repetições cada, resultando em um total de 120 amostras. Os resultados obtidos serão analisados estatisticamente para posterior interpretação e discussão. Consideramos que os resultados obtidos poderão contribuir para o melhor entendimento do processo de fratura das bases de próteses intactas e rembasadas.