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Obtenção de plantas autotetraplóides de citros com uso de colchicina

Processo: 08/00286-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2008
Vigência (Término): 31 de março de 2009
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Rodrigo Rocha Latado
Beneficiário:Lilian Povedano
Instituição-sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Porta-enxertos   Citricultura   Colchicina   Tetraploidia

Resumo

Apesar de ser um grande produtor de laranjas e suco de laranja concentrado, o Brasil tem uma pequena participação no mercado mundial de frutos de mesa, devido principalmente a inexistência de cultivares contendo os requisitos de qualidade exigidos pelo mercado, frutos sem sementes, por exemplo. Uma das estratégias para a produção em citros de variedades com frutos sem sementes é a utilização de cultivares triploides, resultantes do cruzamento de variedades tetraploides com variedades diploides. No entanto, um dos problemas para uso mais intenso desta metodologia está no baixo número de cultivares tetraploides disponíveis para a realização dos cruzamentos. Em citros, o vigor da copa, e consequentemente o seu tamanho, estão ligados diretamente ao porta-enxerto utilizado. No passado, o objetivo era a busca de porta-enxertos que propiciassem maior tamanho de copa e com maior produção por planta. O surgimento de novas tendências na citricultura, incluindo a opção por plantios mais adensados, resultou no aparecimento de uma nova demanda, a busca por porta-enxertos que induzam a formação de plantas com menor tamanho de copa e com alta eficiência produtiva por área (talhão). Relatos anteriores indicam que plantas tetraploides, quando usadas como porta-enxerto, induzem a formação de plantas-anãs ou com menor tamanho. Sendo assim, neste projeto propõe-se a obtenção de plantas autotetraploides de variedades de copa e de porta-enxerto, utilizando-se o método de cultivo de segmentos de epicótilos em meio contendo colchicina, seguido de regeneração de brotações adventícias em meio sem a presença do alcaloide. As plantas autotetraploides serão identificadas com auxílio do método de citometria de fluxo e posteriormente serão caracterizadas morfologicamente. As plantas tetraploides de variedades de copa obtidas serão utilizadas em experimentos que envolverão cruzamentos com variedades diploides, visando a obtenção de variedades triploides sem sementes. Já para as variedades de porta-enxerto, as plantas autotetraploides obtidas deverão ser utilizadas diretamente como porta-enxerto, para a avaliação do porte (AU)