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Avaliações neurocomportamentais e neuroanatômicas em sagüis (Callithrix jacchus) epilépticos submetidos à injeção intra-hipocampal de vetor de adenovírus associado ao gene de Neuropeptideo Y

Processo: 10/17062-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Miriam Marcela Blanco
Beneficiário:Amanda Serafim
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/53647-6 - Terapia gênica na epilepsia: ação antiepiléptica da injeção intra-hipocampal do Adenovirus (RAAV) associado ao gene de expressão do neuropeptídeo Y (RAAV-NPY) em saguis (Callithrix jacchus) submetidos ao modelo de pilocarpina, AP.JP
Assunto(s):Epilepsia do lobo temporal   Neuropeptídeo Y   Memória animal   Saguis

Resumo

O neuropeptídeo Y (NPY) atua na regulação de processos cognitivos que geralmente estão desregulados na epilepsia. Neste trabalho, propomos investigar se a expressão de NPY, por vetor de adenovirus associado ao gene de NPY (AAV-NPY), injetado por via intra-hipocampal, pode melhorar a performance cognitiva de animais epilépticos ou até mesmo evitar os efeitos deletérios decorrentes da progressão desta doença. O desenvolvimento deste projeto em saguis, permitirá abordar e estudar as habilidades cognitivas na epilepsia do lobo temporal, diferentes daquelas evidenciadas nos roedores e potencialmente similares às evidenciadas em humanos. Assim sendo, a potencialidade na terapêutica pela administração de rAAV- NPY, na epilepsia do lobo temporal mesial, nos mecanismos mnemônicos decorrentes desta doença podem ser abordadas em saguis sendo de suma importância devido à similaridade filogenética entre estes primatas não humanos e os humanos. Objetivo: avaliação temporal neurocomportamental e neuroanatomica em animais epilépticos submetidos ao rAAV-NPY. Metodologia: os saguis serão injetados por via intra-hipocampal com AAV-NPY (2,7x1013 vg/mL, n=4) G-NPY e animais controles (G-CTL) com salina por via intra-hipocampla e posteriormente submetidos em ~2 meses depois, ao modelo de pilocarpina (250mg/kg ip.) para indução de epilepsia. Após a indução do Status epilepticus (SE) pela injeção de pilocarpina (PILO), todos os animais serão filmados durante 8 horas após a injeção de PILO e avaliados quantitativamente quanto aos parâmetros comportamentais durante o SE segundo escala de Racine (1972), modificada por Bachiega, Blanco et al., (2008). Os animais nos períodos: Basal (período antes da indução de pilocarpina), período Latente (após 1 mês da indução com pilocarpina) e no período crônico (após a primeira crise espontânea e recorrente; CER), serão submetidos os testes de memória nas diferentes tarefas (T1, T2, T3, T4, T5 e T6). Os testes são versões manuais do Wisconsin General Tests Apparatus (WGTA), padronizados por Ridley e colaboradores (1995). Durante esta avaliação, os animais serão testados na aquisição (aprendizagem) e na retenção de discriminações visuais simples ou condicionais usando estímulos de cores e formas variadas. As tarefas T1 e T4 servem para habituação ao experimento. T2, T3, T5 e T6 são dependentes de córtex temporal, córtex pré-estriado, hipocampo e córtex ínfero-temporal, respectivamente. Além disso, os animais também serão submetidos à análise comportamental nos três períodos citados. Esta avaliação consistirá na abordagem de comportamentos naturais de acordo com o etograma elaborado por Stevenson e Poole (1976), descrição de Schino e colaboradores (1991), e de acordo a Bachiega, Blanco e colaboradores 2008) e quanto à ansiedade no teste de ansiedade ou Marmoset Human Intruder Response Test (Walsh et al.,1995). Após a indução do Status epilepticus (SE) pela injeção de pilocarpina (PILO), alguns animais (grupo agudo) serão sacrificados e perfundidos transcardilamente para avaliação do dano neuronal (Fluoro-jade, NeuN e coloração de Nissl, NeoTimm), e avaliação dos níveis de NPY, c-Fos, delta-FosB, BDNF por imunohistoquímica e posterior contagem quantitativa ou qualitativa por microscopia confocal. (AU)