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A formulação da política externa comercial agrícola dos Estados Unidos e suas implicações à liberalização global do complexo da soja

Processo: 07/08628-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2008
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Marcelo Fernandes de Oliveira
Beneficiário:André Gomes Bernardes
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Relações internacionais   Estados Unidos   Grupos de interesse   Soja

Resumo

Esta pesquisa tem como objetivo central analisar o processo de formulação da política externa comercial norte-americana no tocante a agricultura, especificamente a cadeia produtiva da soja. Neste sentido, buscaremos compreender a relação estabelecida entre os grupos de interesse sojicultores no poder Legislativo e o resultado de suas atividades de lobby junto ao poder Executivo durante o intervalo entre a aprovação da Fair Act de 1996 e a Farm Bill de 2002. Nossa hipótese é a de que os grupos de interesse sojicultores foram eficazes na defesa de suas demandas no processo de formulação da política externa comercial agrícola estadunidense. Primeiro, porque eles foram capazes de utilizar inúmeros artifícios políticos e institucionais-burocráticos para manter o status quo, assegurando assim a manutenção dos seus interesses particulares protecionistas vis-à-vis a prevalência liberal do Executivo estadunidense. Mas, paradoxalmente, esse arranjo doméstico vem contribuindo para dar suporte à posição negociadora protecionista norte-americana durante as rodadas multilaterais pró-liberalização do comércio internacional agrícola, especificamente da soja, sem que isso seja compreendido como inflexibilidade do governo norte-americano, já que o mesmo estaria constrangido pelo seu win-set reduzido.