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Estrutura sináptica da amígdala medial póstero-dorsal de ratos machos e fêmeas durante o ciclo estral e influência da lateralidade

Processo: 10/07791-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Jorge Eduardo Moreira
Beneficiário:Erika Tiemi Ikeda
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Neurociências   Microscopia eletrônica   Lateralidade   Caracteres sexuais

Resumo

A amígdala do rato é uma estrutura heterogênea composta de diferentes núcleos e subnúcleos. Dentre esses núcleos, o medial (MeA) é sexualmente dimórfico e modula os circuitos neuronais para alterar o comportamento e respostas neuroendócrinas em ratos machos e fêmeas. Foram descritas diferenças no volume do MeA entre machos e fêmeas, no volume somático neuronal, na densidade de espinhos dendríticos, e no número de contatos sinápticos entre axônios e tronco dendrítico e as respostas eletrofisiológicas decorrentes. O MeA é subdividido em quatro subnúcleos: amígdala medial ântero-dorsal (MeAD), amígdala medial ântero-ventral (MeAV), amígdala medial póstero-dorsal (MePD) e amígdala medial póstero-ventral (MePV).A MePD é o subnúcleo mais sensível aos hormônios gonadais e conecta-se a vários núcleos hipotalâmicos que integram informações olfativas e regulam a atividade neuroendócrina para modular o comportamento sexual de machos e fêmeas. Muitas dessas conexões são recíprocas e apresentam dimorfismo sexual em ratos, onde a MePD esta relacionada com a introdução peniana, a ejaculação e a percepção vaginocervical. Em ratas fêmeas a MePD pode estar envolvida no comportamento defensivo e maternal. A densidade de espinhos dendríticos na MePD de ratos é maior em machos do que em fêmeas virgens em proestro, estro e metaestro ou que passaram pela experiência da maternidade e se encontram em diestro, o que sugere que a variação sérica dos esteróides ovarianos modifica o número de locais pós-sinápticos de processamento da informação. Dados eletrofisiológicos sugerem ainda que a MePD seja diferente entre ratos Sprague-Dawley pré-púberes machos e fêmeas quanto aos hemisférios cerebrais. Esses dados sugerem que os experimentos que se fizerem para estudar diferenças entre machos e fêmeas deverão tomar em conta o possível efeito da lateralidade.O objetivo do presente trabalho é investigar as alterações produzidas pelos hormônios sexuais no neurópilo da MePD dos hemisférios direito e esquerdo de ratos machos e fêmeas nas fases de diestro, proestro e estro. Serão avaliados os locais sinápticos, presença de sinapses inibitórias e excitatórias, bem como contadas e classificadas as vesículas sinápticas de cada terminal. Os dados aqui obtidos auxiliarão na compreensão da ação dos hormônios gonadais nos neurônios dessa região e o papel integrado da MePD dentro dos circuitos envolvidos com a modulação de comportamentos reprodutivos em machos e fêmeas. Serão utilizados 8 ratos Wistar adultos (3-5 meses de idade) de ambos os sexos (2 machos e 6 fêmeas; 2 para cada fase do ciclo estral analisada). Para cada rato serão estudadas ao menos 300 sinapses através da microscopia eletrônica. A análise de imagens do MePD do hemisfério esquerdo do grupo de ratos machos está parcialmente concluída. Até o momento descrevemos a presença de espinhos dendríticos recebendo sinapses inibitórias e espinhos multisinápticos, ou seja, que recebem mais de uma sinapse ao mesmo tempo. Esses dados são totalmente novos para essa região cerebral e importantes para o entendimento do processamento da informação sináptica nessa região. A maioria das sinapses encontradas no MePD do hemisfério esquerdo de ratos machos são assimétricas/excitatórias, sendo as entradas sinápticas principalmente excitatórias nesse grupo. Nos próximos meses serão obtidos os dados dos hemisférios direito e esquerdo das ratas fêmeas e do hemisfério direito dos ratos machos para que comparações mais detalhadas sejam possíveis.

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