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Civilização e barbárie: continuidades e descontinuidades no mundo antigo e moderno

Processo: 08/54082-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2009
Vigência (Término): 31 de maio de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Oswaldo Giacoia Junior
Beneficiário:Caio Salles Marcondes de Moura
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Civilização   Cultura (sociologia)   Antiguidade

Resumo

A presente pesquisa procura pensar a questão da barbárie - e por extensão a da civilização - a partir do contraste entre as percepções teóricas presentes no Mundo Antigo e na Era Moderna. Nosso estudo parte do princípio que, entre gregos e romanos, a barbárie mais do que figurar como um conceito negativo pensado por oposição à língua, ao território ou a política, porta consigo uma reflexão original que escapa das visões tradicionais fundadas numa lógica da exclusão. É a partir desse elemento fundamental que a nossa pesquisa procura analisar a Era Moderna, ao procurar problematizar aquilo que, no tocante ao conceito de barbárie, permaneceu impensado ou abandonado pelo discurso filosófico da modernidade. Sob este aspecto, as noções de cultura e civilização representam muito mais que um par inseparável da noção de barbárie no Mundo Moderno; trata-se, de um lado, de um modo determinado de interrogar o seu estatuto, e, de outro, de uma nova maneira de pensar a constituição do universo humano que, pela primeira vez na história, encontra no Sujeito o seu núcleo central. Dentro de uma perspectiva crítica, a pesquisa procura analisar, no que diz respeito ao tema, as continuidades existentes entre as épocas Antiga e Moderna, como também as diferenças, na maior parte das vezes profundas e irreconciliáveis. (AU)